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Armadilhas fotográficas são montadas para registrar onça-pintada

Pesquisadores já localizaram pegada do felino e agora querem monitorar seu trajeto e hábitos

Por Renan Ribeiro

27/04/2019 às 17h02- Atualizada 30/04/2019 às 12h43

Para que se possa fazer registros fotográficos da onça-pintada avistada no Jardim Botânico, foram montadas duas armadilhas fotográficas ainda na noite de sexta (26). Ao longo deste sábado (27), novas estruturas de registro serão montadas, e a equipe técnica percorre a mata do local. O intuito é conseguir reunir o maior número de informações, como o trajeto e os hábitos do felino na área, para que se possa definir quais serão as ações tomadas em função da presença da onça. O biólogo Elildo Alves Júnior, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio) foi acionado pela UFJF, na manhã de sexta, em Atibaia, no interior de São Paulo, e às 20h30 já estava no Jardim Botânico, em viagem custeada pela Universidade.

Biólogos analisam imagens sobre a onça-pintada filmada no Jardim Botânico da UFJF (Foto: Raul Mourão UFJF)

Na sua chegada, além de montar as estruturas com o professor Artur Andriolo, do Departamento de Zoologia da UFJF, o biólogo analisou novamente o vídeo da aparição do animal e conversou com o vigilante. O profissional aponta que a onça-pintada parece estar adaptada à presença humana, pois percorre com tranquilidade área pavimentada com cimento e iluminada artificialmente. Caminha muito próximo à sede administrativa. De acordo com a assessoria da UFJF, o animal vasculha sacos de lixo colocados, mas, de acordo com Andriolo, ela não se alimentaria de possíveis restos, pois a espécie interessa-se em presas vivas.

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Imagem mostra pegada na onça-pintada no Jardim Botânico (Foto: Divulgação UFJF)

Segundo Andriolo, animais como essa onça-pintada se utilizam do olfato como principal fator de identificação. Ela se guia por meio dos odores das pessoas que passam por lá, e da própria instalação, porém o seu objetivo não é, exatamente, a busca por alimento. Os felinos compõem o ambiente usando o olfato, além da visão. Além de Andriolo e Elildo também acompanham os trabalhos o professor Pedro Nobre, do Colégio de Aplicação João XXIII.

Especialistas devem fazer reunião com moradores do entorno na segunda

Como sequência das ações, uma reunião com representantes de associações de moradores de bairros do entorno, como o Santa Terezinha, na região Nordeste está prevista para esta segunda-feira (29). Na terça (30) representantes da UFJF voltam a se reunir com equipes técnicas de meio ambiente, para que se possa avaliar as propostas sobre o que será feito em relação à presença do animais, com base nos dados coletados em campo. Entre as ações já estabelecidas, se destacam o apoio do Ibama na vigilância ostensiva da Mata. Além disso, o IEF ficará responsável por mediar a entrada da equipe de trabalho em áreas do fragmento florestal que não pertencem à UFJF, fornecendo informações sobre a trilha e características locais.

Tópicos: onça-pintada

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