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Dia da Mulher: endometriose atinge 10% da população feminina mundial

PUBLIEDITORIAL

A luta das mulheres contra uma doença que causa sofrimento físico e psicológico

Por Hospital Albert Sabin

08/03/2019 às 06h45

Neste Dia Internacional da Mulher, vamos falar sobre a endometriose, problema que atinge cerca de 180 milhões de mulheres no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A endometriose é uma doença inflamatória, crônica e progressiva que afeta mulheres na idade reprodutiva e causa sofrimento físico e psicológico. A cada ciclo menstrual, o endométrio é colocado para fora do organismo em forma de menstruação, parte deste endométrio reflui pelas trompas e cai na cavidade abdominal e pélvica. Mulheres propensas à doença não conseguem “limpar” estas células endometriais de dentro da cavidade, começando assim a endometriose. As mulheres em idade reprodutiva podem ficar atentas a alguns sinais: dor para menstruar, no ato sexual ou após. Quando as cólicas menstruais começam a ficar cada dia mais intensas, exigindo medicações mais potentes, e o quadro está progressivo é necessário procurar um médico. Desconforto durante a relação sexual ou dor no dia seguinte, como se a barriga estivesse “inchada “, também podem ser sinais da doença.

Infertilidade e tratamento da doença

Mulheres com endometriose estão mais propensas à infertilidade. O médico especialista em endometriose, Luciano Furtado, explica que existem maneiras de se prevenir: “mulheres que tomam pílulas contínuas para não menstruar diminuem as chances de terem endometriose ou de terem formas mais leves do problema. Outras maneiras de se tentar ficar livre da doença são: alimentação balanceada, prato do dia a dia bem colorido, evitar embutidos, evitar consumo exagerado de carboidratos e açúcar, fazer atividade física constantemente, cuidar do peso corporal evitando obesidade e sobrepeso. ”

No entanto, o médico afirma que é importante salientar que mesmo tendo todos estes cuidados, pode não ser possível evitar a infertilidade, já que existe uma alteração no sistema imunológico da paciente com endometriose que não há como controlar. A endometriose não tem cura, mas tem tratamento. Luciano Furtado explica que as mulheres tratadas cirurgicamente têm que se manter em amenorreia (sem menstruar) com seu ciclo menstrual e ovariano bloqueados. “Ajunta-se a isso: dieta balanceada, exercício físico e mudança radical nos hábitos de vida. Assim é o tratamento da endometriose, exige mudança de vida e controle. ”

Renata Fajardo: uma mulher que venceu a endometriose

Renata com sua filha Alice e seu marido Ronan

“Quando engravidei pela primeira vez, tive um aborto nas primeiras semanas de gestação. Após o procedimento de curetagem, comecei a sentir, mensalmente, muitas cólicas e distensão abdominal no período que antecedia a menstruação. Durante um ano tentando engravidar novamente, não consegui. Fui então submetida a uma videolaparoscopia e diagnosticada com endometriose”, conta a nutricionista Renata Fajardo. Renata não desistiu da vontade de ser mãe, consultou o seu médico e como plano de tratamento se submeteu a uma cirurgia. Após um tempo, o sonho virou realidade com o nascimento da Alice, o seu pequeno milagre. Hoje, após ter se tornado mãe, sofrido com abortos, uma nova intervenção cirúrgica na qual retirou o útero, parte dos ovários e um pedaço do intestino, Renata dá um conselho para mulheres com a doença: “Hoje me sinto ótima, aliviada. Temos que ter fé e foco no tratamento, a nossa decisão em acreditar que dará tudo certo está dentro de nós. Somos responsáveis pelo nosso sucesso, somos guerreiras, somos vencedoras! ”

Se precisar, a equipe do Hospital Albert Sabin está sempre pronta para ajudar. Feliz Dia Internacional da Mulher!

 

Tópicos: saúde

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