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Ocupação de leitos hospitalares passa dos 80% em Juiz de Fora

Variante Ômicron elevou em 142,86% o número de casos positivos nas últimas duas semanas na cidade; PJF garante que disponibilidade de leitos é suficiente


Por Sandra Zanella

27/01/2022 às 20h01

Juiz de Fora ultrapassou os 80% de ocupação total de leitos hospitalares, tanto de enfermaria, quando de UTI, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura na noite da última quarta-feira (26), que apontou 197 hospitalizações por Covid-19 na cidade. Mesmo diante do rápido aumento da demanda por internações em janeiro, em decorrência da variante Ômicron, que elevou em 142,86% o número de casos positivos nas últimas duas semanas, a PJF garantiu que a disponibilidade hospitalar é suficiente e descartou a abertura de novas vagas no momento. “A vacinação está avançando na cidade e demonstrando que, apesar da alta do número de casos confirmados, devido à variante Ômicron, as complicações são baixas”, ponderou a Secretaria de Saúde, por meio de nota.

Segundo informações do boletim epidemiológico de quarta, a ocupação geral das UTIs na cidade está em 80,5%, sendo pequena a variação entre a UTI da rede SUS (80,45%), a UTI privada (80,56%) e os leitos exclusivos para Covid-19 no SUS (80,39%). O que chama mais atenção é o número de utilização de vagas na enfermaria destinada à doença no SUS: 84,93%. Das 197 pessoas internadas até quarta no município, 131 ocupavam leitos de enfermaria e 66 UTIs. Até dia 20 de dezembro, antes das festas de fim de ano, 56 pessoas estavam hospitalizadas em decorrência da infecção pelo coronavírus. Ou seja, em pouco mais de um mês, mais 141 vítimas precisaram de internação, um incremento de 251,78%.

Os dados vão de encontro ao observado pela Prefeitura, sobre a explosão de casos, porém, com número menor de pacientes graves em relação a outros períodos da pandemia, que já levou a 2.087 óbitos na cidade, desde março de 2020. “A Secretaria de Saúde de Juiz de Fora vem monitorando os números diariamente e acompanhando de perto a situação da pandemia no município. Apesar dos dados apresentarem aumento nos últimos dias, os leitos disponíveis são suficientes para o acolhimento aos pacientes”, enfatizou a PJF, acrescentando que a desmobilização de leitos UTI Covid foi realizada com estudo, acompanhamento e monitoramento epidemiológico, os quais indicaram segurança para a iniciativa.

Conforme a pasta da Saúde, as recomendações para prevenção na tentativa de frear o avanço da Ômicron continuam as mesmas: “Incentivo à vacinação, uso de máscaras com boa vedação, evitar aglomerações e manter o distanciamento físico, sempre que possível.” A PJF informou, ainda, que foi elaborada uma nota técnica orientando a rede hospitalar sobre as medidas de vigilância e manejo dos casos de Influenza e Covid-19.

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Rede privada também é impactada

Os principais hospitais privados de Juiz de Fora também tentam driblar o ritmo de internações imposto pela Ômicron, ao mesmo tempo em que lidam com afastamentos temporários nos seus quadros de funcionários por síndromes gripais. No Monte Sinai, dados da última segunda-feira apontam que havia 29 pacientes internados na Unidade Covid, sendo 19 em cuidados clínicos e 10 em cuidados intensivos. Embora não tenha conseguido atualizar os dados nesta quinta-feira (27), a assessoria destacou que já houve crescimento nos números nos últimos dias.

Em relação ao fim do ano, o aumento é considerado surpreendente pelo Monte Sinai: Em 20 de novembro havia dois internados no hospital, nenhum em UTI. Já em 27 de dezembro, três pacientes estavam em UTI e cinco em tratamento clínico. “Passamos do total de 20 internados/dia nas duas últimas semanas”, observou a assessoria. “A estrutura de isolamentos Covid, tanto em UTI, quanto em andar de internação, é a mesma dos demais períodos da pandemia, pois a estrutura do hospital nos permite abrir ou isolar leitos conforme a necessidade de atendimento.”

A Santa Casa informou que, há cerca de dez dias, não estava com qualquer paciente com Covid-19 internado. O cenário, entretanto, mudou bruscamente. “Hoje temos 20% de ocupação com Covid positivo em CTI. Em relação à enfermaria, estamos com 25% dos leitos ocupados com Covid.”

A situação também se agravou recentemente no Hospital Albert Sabin. “Estamos enfrentando, nos últimos dias, uma nova crise da pandemia de Covid -19, acarretando aumento significativo na demanda por internação nas enfermarias, porém as internações nos CTIs se mantiveram baixas.” Nesta quinta, havia 24 pacientes internados, sendo seis deles com suspeita da doença e 18 já confirmados. Entre eles estão seis crianças, duas gestantes e 16 adultos de diversas faixas etárias, a maioria acima de 60 anos. Destes pacientes, 14 possuem comorbidade, geralmente hipertensão, segundo dados repassados pela assessoria do hospital. “Com o avanço da Ômicron e o cenário mudando rapidamente, o Comitê de Crise Coronavírus do Hospital Albert Sabin vem se reunindo semanalmente para atender as demandas e traçar estratégias para que a assistência continue sendo prestada com excelência.”

No Hospital Unimed, a taxa de ocupação dos leitos destinados à síndrome gripal aguda era de 80% nesta quinta. “Desde a última sexta-feira, mais leitos foram direcionados para pacientes com Covid-19 e síndrome gripal. Em relação a dezembro, esta ampliação de leitos corresponde a 40%.” O hospital informou que todos esses pacientes internados estão em apartamentos individuais. Já na UTI, 80% dos leitos estão ocupados com vítimas da Covid-19.

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