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Onda de Covid-19 derruba estoque no Hemominas de Juiz de Fora

Hemocentro convoca doadores de sangue, que devem estar dentro das novas normas da Anvisa


Por Sandra Zanella

26/01/2022 às 17h43- Atualizada 27/01/2022 às 10h54

Nenhum dos grupos sanguíneos está com o nível ideal no Hemocentro Juiz de Fora, mas a situação é pior para os tipos O+, O-, A- e B- (Foto: Fernando Priamo)

A nova onda de Covid-19 provocada pela variante Ômicron derrubou os estoques do banco de sangue do Hemocentro Regional de Juiz de Fora. Segundo Rosani Martins, que integra a equipe de captação de doadores, janeiro normalmente já é um mês de poucas doações, devido às férias escolares e consequentes viagens. Neste ano, entretanto, antes do coronavírus esvaziar as bolsas, a epidemia de influenza e as fortes chuvas no começo do mês já haviam deixado o serviço em alerta. Paralelamente, na última terça-feira (25), o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizaram os critérios técnicos para a doação de sangue, em decorrência do momento atual da pandemia.

“O estoque está desesperador. Em dezembro já não estava bom, mas em janeiro está sendo um dia de cada vez. Não estamos com nenhum grupo sanguíneo em nível ideal. É importante que todos os grupos entendam que não estamos fazendo um convite, mas uma convocação”, dispara Rosani, orientando os doares que procurem o hemocentro. Os agendamentos podem ser feitos pelo site (http://www.hemominas.mg.gov.br) ou pelo aplicativo MG App Cidadão. Para dúvidas ou esclarecimentos, o telefone disponível é 3257-3100 (pedir para falar no setor de captação). Desde setembro, o Hemocentro voltou a atender também no período da tarde. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h40, e aos sábados, de 7h ao meio-dia.

De acordo com Rosani, a situação ainda é pior para os tipos O+, O-, A- e B-. “Tivemos um impacto muito grande com essa gripe que atingiu a cidade e depois com a Ômicron, que não levou a muitos casos graves, mas impossibilitou doações.” A funcionária lembra que o simples ato de doar sangue salva vidas. “Pedimos que as pessoas passem as informações à frente e que quem tem rede social também divulgue para nos ajudar.”

Rosani destaca que uma estratégia que tem atraído muitos voluntários é a divulgação de familiares ou amigos que estão precisando receber transfusão. “É muito bom saber que predominam os espontâneos, mas já percebemos que as pessoas se sensibilizam mais quando têm alguém que conhecem, porque se sentem mais motivadas.” Ela lembra que, embora haja muitos doadores fidelizados, muitos podem estar passando por situações de saúde que impedem o procedimento neste momento. “Por mais que queiram, só aqueles que estiverem bem dentro das regras poderão nos ajudar a salvar vidas.”

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Confira os critérios técnicos para a doação de sangue

Os critérios para doação de sangue haviam sido revistos em março de 2020, por causa do risco de infecção pela Covid-19. Por meio de portaria divulgada nesta semana, os prazos e as regras de inaptidão foram novamente alterados. Pelas novas normas, quem tiver Covid-19 deve aguardar 10 dias após a melhora completa dos sintomas para doar. “Casos graves poderão ter um prazo maior em virtude das complicações associadas à doença.” Já pessoas que testaram positivo, mas não apresentaram sintomas, devem contar 10 dias após a coleta do exame.

Os profissionais de saúde que fizeram uso contínuo e correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) durante atendimento a pacientes com Covid-19 podem doar. No entanto, pessoas que tiveram contato próximo com pacientes com Covid-19 durante o período de transmissão (primeiros 10 dias da doença) são orientadas a aguardar sete dias após o último contato para doar. A regra inclui contato sem utilização de máscaras pelo paciente e pelo contatante, contato físico direto e residir na mesma casa ou ambiente.

Quem tiver sintomas respiratórios associados à febre, maior ou igual a 38 graus, e não fizer testagem para Covid-19, precisa esperar 14 dias para doar. O tempo diminui para 10 dias no caso daqueles que tiveram sintomas respiratórios, sem febre. Nesta situação, se houver testagem negativa no quinto dia, o interessado está liberado para doar após 24 horas sem sintomas e sem uso de antitérmicos.

“Com a nova decisão, as unidades da Fundação Hemominas passam a aplicar os novos critérios no momento da triagem dos candidatos à doação de sangue”, informou a Secretaria de Estado de Saúde.

Tópicos: coronavírus

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