Tópicos em alta: coronavírus / vacina / tribuna 40 anos / polícia / obituário

Com arrefecimento da pandemia, PJF desativa leitos Covid de UTI e enfermaria

Prefeitura desmobilizou 67 leitos de UTI e 50 de enfermaria; Estado ainda discute manutenção de parte da estrutura de combate à pandemia


Por Gabriel Silva, Sob supervisão da editora Regina Campos

15/10/2021 às 07h00- Atualizada 15/10/2021 às 08h25

Juiz de Fora tem 67 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid a menos do que tinha nos primeiros meses de 2021. Conforme informações da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora (SS/PJF), atualmente o município tem 101 leitos UTI Covid e, com a desmobilização de 50 leitos de enfermaria, passou a ter 156 equipamentos do tipo. O Executivo municipal alega que o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a melhora do cenário epidemiológico juiz-forano permitiram as desativações em cinco hospitais ao longo dos três últimos meses.

Estado diz estar negociando com Ministério da Saúde para manter leitos de UTI como legado da estrutura montada durante a pandemia
Foto: Gil lLonardo Imprensa mg

Segundo a SS, Juiz de Fora chegou a ter 168 leitos de UTI Covid após a expansão realizada nos primeiros meses de 2021. Em agosto, porém, a Prefeitura deu início às desmobilizações, desativando 20 vagas do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ). Em setembro, foi a vez do Hospital Universitário (HU) ter redução de outros oito leitos.

No mês de outubro, foram desativados 20 leitos no Hospital Monte Sinai, dez no HPS e outros nove no Hospital Albert Sabin. “Caso os números de internações e contaminações pela Covid-19 sigam caindo, há a possibilidade de que no futuro mais leitos sejam desmobilizados e alguns destes convertidos em UTIs de atendimento geral”, afirma a SS, em nota. No caso das enfermarias, foram 50 desativações entre agosto e outubro, saindo de 206 vagas dedicadas ao tratamento de Covid-19 para 156. Também em nota, o Hospital Albert Sabin informou que se coloca à disposição para renovar a parceria com a Prefeitura, caso haja necessidade.

A secretaria municipal afirma que segue os critérios estabelecidos no Plano de Desmobilização de Leitos UTI-Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). A Prefeitura também informou estar trabalhando com a pasta municipal na solicitação da manutenção de alguns dos leitos habilitados durante a pandemia e que seriam descredenciados pelo Ministério da Saúde após o controle da pandemia. A ideia é que os equipamentos possam ser utilizados no atendimento hospitalar geral.

Redução nos números

Se aproximando das duas mil mortes causadas pela Covid-19, Juiz de Fora passa por um momento de redução nos números da pandemia. Até o boletim de quarta-feira (13), 109 pessoas estavam internadas em hospitais do município por complicações relacionadas à Covid-19. Em março, durante o pico da doença no município, a cidade chegou a ultrapassar a marca de 600 pessoas internadas simultaneamente.

O conteúdo continua após o anúncio

No número de casos e óbitos causados pela enfermidade, o arrefecimento também é evidente. Em abril, mês mais letal no município, foram 344 mortes causadas pela Covid-19. Em setembro, foram 54 vidas perdidas. Quanto aos casos confirmados, em março Juiz de Fora registrou 4.872 pessoas contaminadas pelo coronavírus. Em setembro, foram 1.719 confirmações.

A redução ocorre na medida em que a vacinação contra a Covid-19 avança no município. Até quarta-feira, 303.367 pessoas já estavam completamente vacinadas em Juiz de Fora e 7.757 foram imunizadas com a terceira dose. No total, 750.897 doses foram aplicadas na cidade.

SES tenta manter 800 leitos

Em nota, a SES-MG afirma estar negociando a manutenção de leitos de UTI como legado da estrutura instalada durante a pandemia. A expectativa do Estado é manter cerca de 800 vagas de tratamento intensivo criadas durante o combate à emergência em saúde. Segundo a pasta estadual, “o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, esteve em Brasília para discutir o tema e novos encontros estão previstos”, afirma a SES-MG, em nota.

A secretaria argumenta que, além dos equipamentos, “é necessário garantir a presença de profissional qualificado para atuar em UTI”. A pasta ainda afirma que “o cenário epidemiológico é dinâmico, ou seja, com períodos de melhora e piora. Dessa forma, os leitos podem ser abertos e/ou fechados”.

Outro problema agravado pela pandemia foi a defasagem na realização de cirurgias eletivas. Sobre isso, a SES-MG prevê para novembro o lançamento de um programa de acesso aos procedimentos, “contemplando a contratação de mais prestadores de serviços de saúde e um plano de gestão hospitalar para a realização das cirurgias dentro do rol de procedimentos definidos”.

Tópicos: coronavírus

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Desenvolvido por Grupo Emedia