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Estudantes realizam ato contra o corte de verbas das universidades

A manifestação também levou às ruas repúdio contra a morte de moradores do Jacarezinho, no Rio de Janeiro


Por Renan Ribeiro

13/05/2021 às 19h04- Atualizada 14/05/2021 às 11h40

O corte no orçamento das universidades é o ponto central do manifesto realizado pelos estudantes da UFJF nas ruas do Centro de Juiz de Fora, que ocorre na tarde desta quinta-feira (13).

O movimento foi articulado em ações anteriores, no ato que ocorreu no dia 27 de abril, também dedicado à denunciar os cortes, e em assembleia realizadas pelos estudantes no dia 30 de abril. Além dos cortes no orçamento, os discentes também se posicionam contra a morte de 25 moradores da comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro.

Os estudantes destacaram a importância de manter todas as medidas de proteção indicadas pelas autoridades de saúde durante manifestação, como uso de máscara, higienização das mãos com álcool em gel e distanciamento entre os participantes. A organização do ato também informou a distribuição de máscaras PFF2 durante a ação. O grupo saiu do Parque Halfeld, desceu a Rua Floriano Peixoto, seguindo pela Avenida Getúlio Vargas em direção à Praça da Estação.

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O protesto esteve alinhado com o Diretório Central dos Estudantes da UFJF (DCE) e com a União Nacional dos Estudantes (UNE), assim como outras iniciativas partidárias, como o Juventude Revolução do Partido dos Trabalhadores (PT). “Na Colômbia, na semana passada, saiu uma frase que o movimento estudantil está usando, que é: ‘se um povo vai para a rua lutar, é porque o seu Governo é mais perigoso que o vírus’. Se o movimento estudantil está nas ruas, é porque, hoje, o Governo Bolsonaro é mais letal que o vírus, a partir das estatísticas”, afirma o diretor do DCE, Yuri Vieira do Vale, que também faz parte do Juventude Revolução. Ele ainda afirma que o quadro epidemiológico se agrava, na medida em que não há iniciativas voltadas para a prevenção. “Não são garantidas as condições para que a sociedade saia da crise sanitária e econômica: não tem vacina, não tem testagem e rastreio do vírus; não tem política pública unitária para a vacinação; isso por si só é um problema, porque não permite que a gente avance.”

Sobre os cortes nas universidades, o estudante exemplificou a gravidade da situação, por meio do caso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que anunciou, na quarta-feira (12), que pode ter que paralisar suas atividades em julho. Desse modo, os discentes organizam uma mobilização que deve ser ampliada.

O grupo também marcou posição contrária às mortes de moradores da Comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. “Em solidariedade à população pela chacina contra a comunidade. É um absurdo termos mais um exemplo da violência policial. Não podemos tratar de forma comum a morte de 25 pessoas.”

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