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Operação apreende uma tonelada de maconha em Juiz de Fora

Entorpecentes estavam divididos em cinco endereços diferentes; seis pessoas foram presas

Por Vivia Lima

10/10/2018 às 18h46- Atualizada 10/10/2018 às 20h40

Droga, vinda do Paraguai, foi encontrada em cinco endereços diferentes (Foto: Olavo Prazeres)

Aproximadamente uma tonelada de maconha foi apreendida em Juiz de Fora, nesta quarta-feira (10), pela Polícia Civil. A operação, comandada pela equipe da Delegacia Especializada Antidrogas, teve início de madrugada, por volta das 2h, e terminou no inicio da tarde. Foram apreendidas também mais de 500 munições de diferentes calibres, um caminhão, balança e materiais para embalagem da droga.

Os quase mil quilos de maconha estavam distribuídos em cinco endereços diferentes da cidade. A maior parte dos tabletes, aproximadamente 800, foram encontrados em um imóvel do Bairro São Pedro, na Cidade Alta. O local era monitorado por câmeras e, segundo a polícia, no endereço, havia o revezamento de dois homens responsáveis por tomar conta do entorpecente e guardá-lo em suas casas. O dono do material não foi capturado.

Cinco pessoas foram presas em flagrante, entre elas uma mulher grávida. Segundo a Polícia Civil, ela precisou de atendimento médico depois de se sentir mal e ter ficado nervosa com a ação dos policiais. “Há bastante tempo tivemos a informação que grande quantidade de droga entrava na cidade. Nós chegamos à informação que a droga chegava por caminhões e ficava em um sítio, granjas ou depósito próximo à BR-040, para não chamar atenção. Desse local seria distribuída para carros menores para ser vendida na cidade. No entanto, não sabíamos qual era o endereço até que chegamos ao Nova Califórnia, em um depósito onde não levantavam suspeitas da entrada do material no perímetro urbano. Na data de ontem (terça -feira), uma equipe fez campana na casa de um dos jovens responsáveis por tomar conta da droga, na certeza de que lá haveria grande quantidade de maconha. Nesta manhã (quarta-feira), a equipe realizou a prisão dele, no Nova Era. No local estavam 10kg de droga e as mais de 500 munições, o que demonstra o poder bélico do grupo e o envolvimento deles em vários outros crimes. A partir deste rapaz, chegamos a outros endereços suspeitos”, disse Rogério Woyame, delegado responsável pelas investigações.

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Conforme o policial, parte das munições é de uso restrito das forças militares como calibre 9mm e Magno 357. Havia ainda calibres 12, 38 especial e 380. “Elas seriam vendidas a R$ 10 cada, totalizando R$ 5 mil”, acrescentou Woyame. O restante do material foi apreendido nos bairros Benfica e Nova Era, ambos na região Norte, Bairro Vitorino Braga e em um galpão localizado às margens da BR-040, no Nova Califórnia. Neste último local estava o caminhão que fazia o transporte da maconha do Estado do Mato Grosso do Sul com destino a Juiz de Fora e quatro veículos de passeio. A polícia apura a participação de três dos detidos no esquema criminoso.

Caminhão era utilizado no transporte da maconha do Mato Grosso do Sul até Juiz de Fora (Foto: Olavo Prazeres)

Maconha barata

Segundo os levantamentos feitos pela Delegacia Antidrogas, o grupo costumeiramente viaja até o Estado do Mato Grosso do Sul em busca de droga barata. “Nós temos certeza que vem do Paraguai, mas não sabemos de qual ponto exato. De lá, eles levam o material para o Mato Grosso e, daquele lugar, o grupo de Juiz de Fora retorna à cidade com os carregamentos”, afirma o delegado, acrescentando que os suspeitos traziam uma tonelada de maconha a cada viagem.

“Pela forma do caminhão, a gente imagina que os tabletes venham embaixo de outra carga, apenas acobertando, mas nada muito elaborado. Isso tem sido muito comum, diante dos preços baixos da maconha no Paraguai”, conta Woyame. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que a droga seja entregue também em cidades vizinhas. “Vamos comparar com outros casos que temos investigado e fechar o cerco ao dono do material. Temos informações e provas consistentes que nos levem a ele.”

Prejuízo superior R$ 1 milhão

Os quase 900 tabletes da droga estavam embalados de acordo com a qualidade do produto, marcado com embalagens de coloração diferente. A droga mais nova, considerada de melhor qualidade, seria vendida a R$ 1.500 o quilo. Já os outros tabletes, comercializados a R$ 1.200 a unidade. O prejuízo estimado ao tráfico chega a mais de R$ 1 milhão. O grupo não informou o valor que a droga era comprada, mas, segundo o policial, era um esquema lucrativo tendo em vista o número de participantes e a estrutura que tinham para fazer o transporte até Juiz de Fora. Todos os presos em flagrante foram levados para a Delegacia Regional, em Santa Terezinha.

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