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Minas Gerais tem primeira suspeita da variante Ômicron

Estado investiga caso em mulher de 33 anos que veio do Congo. Paciente está internada em Belo Horizonte


Por Carolina Leonel

29/11/2021 às 15h54- Atualizada 29/11/2021 às 18h34

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou que uma mulher, de 33 anos, procedente do Congo, na África, testou positivo para a Covid-19. A suspeita é de que a viajante possa estar infectada com a variante Ômicron, de linhagem B.1.1.529, identificada na África do Sul e já presente em vários países. A pasta estadual informou que foi notificada do caso nesta segunda-feira (29) e que, após a confirmação da doença por meio de teste rápido, foi solicitado o exame de swab para pesquisa de PCR para viabilizar a realização de sequenciamento genético. O intuito é verificar se a paciente está infectada pela variante. O material coletado será encaminhado à Fundação Ezequiel Dias (Funed).

De acordo com a SES, a paciente está internada em isolamento no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte. O estado de saúde da mulher não foi divulgado. Ainda conforme a pasta, até esta segunda, nenhum caso da variante Ômicron foi identificado em Minas Gerais. A pasta afirmou que mantém o monitoramento genômico, e que a vigilância epidemiológica continua acompanhando a incidência da doença causada pelo coronavírus no estado.

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Sobre a Ômicron, em nota, a SES esclareceu que ainda são necessários estudos aprofundados para identificar o impacto das mutações em características como a transmissibilidade, letalidade e eficácia das vacinas contra a Covid-19. “Trata-se de uma variante com alterações genéticas suspeitas de afetar as características do vírus com alguma indicação de risco futuro, mas cuja evidência de impacto epidemiológico não está clara no momento.”

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Monitoramento em tempo real

A SES-MG informou que, por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde e da Funed, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realiza o monitoramento em tempo real das variantes em circulação no estado, e monitora todos os pacientes vindo de outros países.
“O Observatório de Vigilância Genômica de Minas Gerais (OViGen-MG) tem realizado o monitoramento semanal das variantes circulantes no estado, por meio da amostragem aleatória realizada em dez Unidades Regionais de Saúde, escolhidas estrategicamente devido à localização geográfica no território mineiro, totalizando 200 amostras analisadas por semana”, informou, em nota.

Além da abordagem do OViGen-MG, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas), segundo a SES, solicita amostragem para avaliar se há circulação de novas variantes a partir de indicadores epidemiológicos que demonstram tendência de aumento de casos da Covid-19.

Em JF, Prefeitura diz que segue informes técnicos

Procurada pela Tribuna, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SS) da PJF informou que segue acompanhando os informes técnicos, atualizações e alertas emitidos pelos órgão oficiais de saúde e segue vigilante a fim de detectar, investigar e notificar precocemente os casos suspeitos, rastrear os contatos, alertar sobre as medidas de quarentena e isolamento, bem como monitorar a incidência da variante no município.

A pasta ressaltou que as medidas não-farmacológicas, como uso correto das máscaras, higienização das mãos, distanciamento social e isolamento dos casos seguem sendo medidas sanitárias eficazes para o controle da variante e devem ser reforçadas em conjunto com a vacinação.

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