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Em busca de apoio, Marcelina é tricampeã sul-americana de parajiu-jítsu

Apesar dos resultados, atleta juiz-forana com paralisia celebral precisa de ajuda financeira para disputar os próximos campeonatos


Por Davi Sampaio, estagiário sob a supervisão do editor Bruno Kaehler

19/06/2022 às 07h00

Marcelina do Nascimento segue fazendo história, ao mesmo passo em que sofre pela falta de incentivo. Primeira colocada no ranking sul-americano de parajiu-jítsu na classe funcional MG (mobilidade geral, para pessoas com paralisia cerebral), a juiz-forana foi novamente campeã sul-americana da modalidade, totalizando três títulos consecutivos, em evento que aconteceu no Rio de Janeiro, no último mês. Apesar dos triunfos, a atleta tem sofrido durante sua preparação.

Marcelina posa orgulhosa com mais uma medalha de Sul-Americano (Foto: Arquivo pessoal)

“Foi um misto de emoções vencer o Sul-Americano. Por toda a luta que tenho. As adversárias estão vindo bem preparadas e aguerridas. Muitas vezes, as preocupações com os custos me geram um desgaste emocional e psicológico. Porém, treino duro”, explica Marcelina à Tribuna. “Minha semana é preenchida por atividades que melhoram minha mobilidade, flexibilidade e amplitude, mesmo com as restrições da deficiência. Minha luta é diária para quebrar os efeitos da sequela da paralisia. Quando eu me vi alcançando o objetivo, ganhando o Sul-Americano de Parajiu-Jítsu, mediante a todos os entraves, eu caí no choro”, relembra a paratleta.

A próxima competição que Marcelina pretende disputar é o Estadual da Federação de Jiu-Jítsu Desportivo do Rio de Janeiro (FJJDRIO), nos dias 23 e 24 de julho, em solo carioca. Entretanto, a paratleta só irá participar do torneio se tiver auxílio para treinar e nos custos que envolvem a competição.”Dependo de apoiadores e patrocinadores para custearem transporte, hospedagem, alimentação. Preciso também de fortalecer as parcerias com equipes multidisciplinares. Busco academias de musculação, pilates e fisioterapia. É muito importante essa questão de parcerias e de patrocínio. Sem recursos, fica inviável participar de grandes competições”, crê a juiz-forana.

Paratleta e o treinador e apoiador Flávio Naval, que auxilia Marcelina na prepração para os torneios (Foto: Arquivo pessoal)

Além do Carioca, a lutadora quer lutar todos os campeonatos do calendário da Federação Brasileira de Jiu-Jítsu (FBJJP). Entretanto, mais uma vez, Marcelina só irá entrar nas competições nacionais de parajiu-jítsu caso consiga ajuda financeira, tecla em que a atleta bate com recorrência diante da necessidade do apoio e incentivo ao esporte.

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Além das competições, Marcelina é um dos principais exemplos de paradesporto em Juiz de Fora e tenta, com seus resultados, atrair novos paratletas para o esporte, às artes marciais e, em especial, o parajiu-jítsu. O contato com a tricampeã sul-americana, segundo a atleta, pode ser feito pelo número (32) 99140-3026.

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