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Juiz de Fora cria 929 vagas de emprego em junho

Resultado do primeiro semestre mostra a criação de 8.335 vagas e recupera as perdas observadas no mesmo período de 2020


Por Gracielle Nocelli

29/07/2021 às 17h10

Juiz de Fora criou 929 empregos com carteira assinada em junho, saldo entre as 4.634 admissões e 3.705 demissões feitas no período. O resultado é o melhor registrado em 2021 e supera o verificado em junho de 2020, quando a cidade teve redução de 240 postos de trabalho. Os números são da parcial do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (29).

No acumulado do primeiro semestre deste ano, a cidade criou 8.335 vagas de emprego. O resultado recupera as perdas contabilizadas no mesmo período do ano passado, quando o saldo foi negativo em 6.842 vagas. Apesar de ter iniciado janeiro com a redução de 35 vagas, os meses seguintes apresentaram resultados positivos na geração de emprego: fevereiro (596), março (839), abril (26), maio (780) e junho (929).

Como o Ministério da Economia mudou a metodologia da realização do Caged, desde janeiro de 2020, incluindo mais duas fontes de dados – o eSocial e o empregadoWeb – a comparação com a série histórica anterior a 2020 não é mais possível. O Novo Caged apresenta números maiores por considerar essas novas fontes de informação.

Confiança dos empresários

Apesar da parcial do Caged não apresentar os dados setoriais, o desempenho positivo verificado em junho coincide com o aumento da confiança dos empresários mineiros, atribuída ao avanço da imunização da população contra a Covid-19, o funcionamento das atividades econômicas e o aquecimento da demanda.

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Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que o setor está mais otimista. O Índice de Confiança dos Empresários da Indústria (Icei) atingiu 62,4 pontos em junho. No mesmo mês de 2020, o resultado foi de 49,2.

De acordo com a Fiemg, o resultado reflete não só a situação atual dos negócios, como as perspectivas para os meses seguintes. “O Icei resulta da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos.”

Também em junho, a Federação do Comércio de Bens e Serviços de Minas Gerais (Fecomércio -MG) observou crescimento do Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), que chegou a 90,6 pontos.

Para o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, a expansão do Icec reflete a manutenção da abertura do comércio e o aquecimento da demanda. “Esses fatores contribuíram para elevar o otimismo”, avalia destacando que o desemprego, a redução da renda das famílias e a dificuldade de acesso ao crédito ainda são entraves para a retomada econômica.

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