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Mais de 90% dos brasileiros compraram chocolate para consumo em casa em 2020

Faturamento corresponde ao valor de R$ 5,4 bilhões até setembro, estimulado pelo consumo doméstico

Por Luiza Sudré, estagiária sob supervisão da editora Fabíola Costa

10/01/2021 às 06h15

Entre janeiro e setembro de 2020, a taxa de entrada da categoria de chocolates nos lares brasileiros foi de 90,1%, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Kantar, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). Em relação ao consumo fora de casa, o produto teve crescimento de 3,1% e chegou à 65,9% de penetração. Os dados obtidos pela pesquisa também mostram que a média mensal de brasileiros que compram chocolate é de 55,4%.

Segundo o presidente da Abicab, Ubiracy Fonsêca, o consumo do produto fora de casa retomou aumento em função da flexibilização das medidas de restrição adotadas para o controle da Covid-19. “O chocolate é consumido em sua grande parte dentro das casas de forma compartilhada, mas, a partir do terceiro trimestre notamos uma retomada do consumo de chocolate fora do lar e é nas ruas que vemos seu aumento em volume”, diz.

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O faturamento da categoria de chocolate apresentou acréscimo de 9% em comparação com o mesmo período de 2019, atingindo o valor de R$ 5,4 bilhões até setembro, estimulado pelo consumo doméstico. De acordo com dados da Abicab, a frequência de compra aumentou 4% no período, com os compradores visitando o ponto de venda cerca de 13 vezes nos últimos 12 meses.

Além disso, as análises da Kantar indicam que as vendas de chocolate no varejo tradicional foram impulsionadas, como consequência de um novo comportamento do consumidor, identificado durante a pandemia, que deu preferência ao comércio estabelecido em pontos de venda próximos às suas casas. Para o presidente da Abicab, o movimento já era esperado, tendo em vista que a venda do produto se manteve, mesmo com parte do comércio fechado. “Apesar do crescimento de outros canais de venda, o varejo tradicional ainda se manteve relevante durante o período mais crítico da pandemia”, ressalta.



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