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Trabalhadores da rede estadual de educação iniciam greve sanitária na segunda

Segundo a categoria, a ideia é reforçar a defesa da vida dos servidores, dos estudantes e das comunidades escolares


Por Renan Ribeiro

30/07/2021 às 20h31

Sob a alegação de falta de condições que garantam a segurança para o retorno presencial às escolas, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/ Subsede Juiz de Fora) anunciou greve sanitária por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (2). A subsede Juiz de Fora está mobilizada e também manterá o trabalho dos profissionais por meio do ensino remoto. A decisão foi aprovada em reunião do conselho geral da entidade, realizada nessa semana.

A pressão pela retomada das aulas presenciais, de acordo com o sindicato, é exercida desde 2020 e teria se intensificado entre os dias 12 e 17 de julho, que foi a última semana letiva do semestre. Com isso, inicialmente, o conselho geral decidiu fazer uma greve sanitária por tempo determinado. A pressão, de acordo com a representação sindical, no entanto, agora seria exercida sobre diretores e inspetores escolares, que não têm formação no campo da biossegurança, mas, segundo a entidade, responderão publicamente a respeito do funcionamento das escolas.

“O recesso termina no domingo e, em algumas cidades da região, a partir da terça-feira (3), já há programação para a volta às aulas presenciais. Mas não tem condição. Há escolas que funcionam dentro de contêiner, tem escola que não tem água e muito menos ventilação adequada. Essa precariedade abarca todas as unidades escolares do estado. São raras as que têm adequação para trabalho durante uma pandemia”, considera o coordenador geral do Sind-UTE Subsede Juiz de Fora, Alessandro Furtado.

As cidades que entraram nas ondas verde e amarela do programa estadual Minas Consciente já estão sendo pressionadas a fazer o retorno, conforme Alessandro. Ele explica ainda que não há orientações claras do Estado sobre a adoção de protocolos de prevenção à Covid-19. O que há, segundo ele, é um check list, elaborado pelo Estado.

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“A greve sanitária é deliberada quando as situações de trabalho ou o ambiente não é propício para que o trabalho seja executado. Não vamos parar de trabalhar, mas vamos deixar de estar presentes nas escolas”, pontua Alessandro. Isso significa que, no entendimento do sindicato, os trabalhadores que não concordarem em retornar às escolas podem discutir e argumentar. Dizer que vão aderir à greve e fazer o trabalho de casa. “Não estamos parando de trabalhar e nunca nos recusamos a fazer o nosso serviço, mas entendemos que não há condições.”

Planejamento
Por meio de nota a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) informou que vai acompanhar a adesão ao movimento grevista nas escolas estaduais, no entanto, reitera que o processo de retomada das atividades presenciais segue planejado com todo cuidado e segurança, com o fim do recesso escolar.

“Reforçamos ainda que a retomada das atividades presenciais na rede estadual está acontecendo de maneira segura, híbrida, gradual e facultativa, seguindo rigorosamente todos os protocolos sanitários da SES-MG, desenvolvidos em conjunto por um grupo de trabalho formado por especialistas nas áreas de saúde e educação, e balizados por critérios técnicos que orientam as deliberações do Comitê Extraordinário Covid-19”, diz a nota.

A pasta ainda pontua que todas as escolas realizaram um check list criterioso para implantação das adequações necessárias no ambiente, com regras de distanciamento e disponibilização dos equipamentos de proteção e produtos de higiene e limpeza. “A retomada também inclui monitoramento de casos suspeitos da doença, com a possibilidade de afastamento progressivo de alunos, turmas e até o fechamento de escolas, em caso de necessidade.”

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