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Comissão estuda solução para atendimento de urgência no João Penido

Unidade será assunto em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta


Por Renan Ribeiro

26/08/2019 às 20h24- Atualizada 03/09/2019 às 21h03

Uma nova tentativa de retomar o atendimento de urgência e emergência no Hospital João Penido se desenha em um esforço conjunto de diversos setores da sociedade. A reivindicação completou cinco anos em 2019, e uma solução definitiva não foi acordada ainda. Como forma de pensar propostas que possam ser levadas a uma audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), marcada pelo deputado estadual Roberto Cupolillo (Betão, PT) para o próximo dia 4 (quarta-feira), foi realizada uma reunião na Secretaria de Saúde de Juiz de Fora, nesta segunda.

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O prefeito Antônio Almas, acompanhado por representantes de Associações de Moradores de bairros da Zona Nordeste, das secretarias de Saúde e Governo, além do Conselho Municipal de Saúde, da comissão especial da Câmara que trabalha sobre o tema e do Conselho Tutelar, buscou levantar sugestões que possam ser apresentadas na audiência pública, ouvindo a população e as suas demandas. No último ano, foi realizada negociação entre a Prefeitura e a direção do João Penido, mas a proposta final do hospital, de R$ 1 milhão mensal para a reabertura da porta de urgência não tinha como ser viabilizada pelo município.

De acordo com o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, a Prefeitura se comprometeu a enviar um representante à ALMG. “Essa discussão é fundamental. Vamos começar a chamar o Estado para ser mais presente.” Segundo ele, até agora, as instituições estiveram em queda de braço e não apresentaram uma solução, enquanto a população fica desassistida. “Precisamos construir um processo unificado”, defende Ramos. Ele ainda afirma que, durante a reunião, foram pensadas também outras alternativas, como ter uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na região. Mas ele salienta que é preciso pensar em como viabilizar tanto uma proposta, quanto a outra. “O que não pode é a a população ficar na expectativa e nada acontecer.

Dificuldade de acesso

O conselheiro tutelar da região Leste, que atende também a região Nordeste, Laurindo Alves Rodrigues, salienta que há uma dificuldade muito grande, porque a região no entorno do João Penido tem cerca de 70 mil habitantes, que precisam desse atendimento. “Estamos na luta, porque tínhamos pediatras e clínicos 24 horas. Agora, a partir das 17h, quem precisa de atendimento precisa se deslocar por cerca de 20 quilômetros pelo menos, dependendo da região. O fechamento da porta representou um prejuízo muito grande. Sabemos que o prazo para entregar uma proposta fechada é muito curto. Precisamos levantar o que pode ser feito. A Prefeitura é a favor dessa volta do atendimento, embora tenha uma dificuldade com os custos.”

Para o conselheiro, é importante que a população da região se una para fazer pressão. “Sabemos que vai ser difícil. Nós já fizemos de tudo, reuniões, manifestações

Tópicos: saúde