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Começa obra da nova subida da serra na BR-040


Por Daniela Arbex (colaborou Michele Meireles)

15/05/2013 às 06h00

A obra de implantação da nova subida da Serra de Petrópolis na BR-040 já teve início, após a Concer receber autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Orçada em R$ 897.446.504,71, a obra estava prevista desde o início da concessão do trecho que liga Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, em 1995, mas foi sendo adiada em sucessivas revisões contratuais. Sem recursos para bancar todo o custo, a Concer contará com socorro financeiro do Governo federal. A liberação de recursos públicos somará R$ 2,8 bilhões e alcançará outra concessionária, a CCR, responsável pela Via Dutra e pela Ponte Rio-Niterói.

A intervenção no trecho localizado entre Duque de Caxias (RJ) e Petrópolis (RJ) é apontada como solução para um dos grandes gargalos rodoviários do país. Entre os benefícios da nova pista, a Concer elenca ainda a redução do percurso para quem segue do Rio de Janeiro para Juiz de Fora, a separação do tráfego local do tráfego de longa distância e um traçado menos sinuoso, com acostamentos em ambas as margens da pista. No entanto, os usuários ainda vão ter que esperar pela remodelação dos 20 quilômetros da estrada, que, segundo relatório da ANTT, deve ser concluída em 24 meses.

De acordo com a concessionária, as intervenções serão divididas em cinco lotes. Sem prever o período em que cada etapa será executada, a Concer informou que o primeiro lote, com custo de R$ 62.481.163,75, contempla as obras situadas em Duque de Caxias, entre os kms 103 e 97, compreendendo a implantação de uma nova praça de pedágio no km 102, em substituição à atual praça localizada no km 104, a implantação do sistema viário de Xerém e Vila Bonança e vias marginais até a localidade do Aviário, que permitirão a separação do tráfego local do de longa distância, além de possibilitar o acesso direto de moradores de Xerém ao Centro de Duque de Caxias. Neste lote também está prevista a duplicação de trecho da atual pista de descida da serra.

Já no lote 2, as obras vão se concentrar entre os kms 97 e 87,5 da rodovia, trecho entre Duque de Caxias e Petrópolis, e está prevista a duplicação do atual trecho da pista de descida da serra, com inclusão de intervenções de melhoria no traçado, além de construção e alargamento de obras de arte especiais.

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Situado entre os kms 87,5 e 80, em Petrópolis, está o lote 3. Na avaliação da ANTT, este é o caminho mais crítico do projeto. No local será construído um túnel rodoviário com 4.618 metros de extensão. Já no lote 4 está prevista a construção do trecho final da nova subida da Serra e de sua ligação com a entrada de Petrópolis pela atual pista de subida no km 82, além de construção e alargamento de obras de artes especiais. E, no último lote, o 5, está prevista a construção da ligação dos bairros Bingen e Quitandinha, em Petrópolis.

 

 

Concer não tem valor total em caixa

O valor disponível no caixa da Concer não é suficiente, por exemplo, para a construção de um túnel de cinco quilômetros a partir do Belvedere, cuja implantação melhoraria a circulação no trecho. Essa intervenção deverá ficar para os futuros lotes e que, certamente, contarão com aporte financeiro governamental para serem viabilizados. No relatório de análise do projeto que discute a autorização para o início das obras, o gerente de engenharia e investimento de rodovias da ANTT, Cristiano Della Giustina, afirma que os benefícios resultantes da implantação do cenário definido no lote 1 "só serão totalmente percebidos quando da implantação total da serra".

O deputado federal Hugo Leal (PSC), titular na Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal, defende a criação de uma comissão para fiscalização e acompanhamento da obra, a fim de que os prazos sejam cumpridos. A previsão inicial é que os trabalhos da nova serra durem pelo menos três anos e reduzam o trecho atualmente de 25 quilômetros de extensão para 20.

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