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Guarda Municipal quer reforçar integração com órgãos de segurança

Diretrizes da corporação foram apresentadas durante oficina de desenvolvimento setorial

Por Michele Meireles

14/03/2019 às 19h48- Atualizada 14/03/2019 às 20h30

É a primeira vez, em dez anos de atuação, que a Guarda Municipal promove um encontro como esse (Foto: Divulgação/PJF)

Buscando estudar as necessidades, os pontos fortes e fracos e a melhoria nos serviços, a Guarda Municipal de Juiz de Fora promoveu nesta quinta-feira (14) uma oficina de desenvolvimento setorial. O encontro, que reuniu os guardas da cidade, diversas secretarias e autoridades, servirá ainda como ponto de partida para a criação de um plano de ação para a atuação de corporação nos próximos dois anos. Entre eles, a articulação do trabalho conjunto com outras forças de segurança e o fortalecimento da Guarda Municipal, buscando ações para a atuação que aumente a sensação de segurança da população, como policiamento preventivo e comunitário na cidade.

É a primeira vez, em dez anos de atuação, que a Guarda Municipal promove um encontro como esse. Para a comandante da tropa, Elmice de Castro, o evento será um marco para a categoria. “Vamos passar um dia avaliando nossos trabalhos, pontos fortes e fracos, e assim estabelecer estratégias para atuarmos de maneira mais profissional, atingindo nossa meta, que é produzir sensação de segurança para a população. Sairemos mais capacitados para exercer nossa função com mais profissionalismo. Isso vai refletir no nosso dia-a-dia com a comunidade”, avaliou.

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Emilce pontuou também que, desde meados do ano passado, a corporação passou a fazer parte do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que integra todas as forças de segurança e nos eleva a um patamar maior, com novas atribuições. A lei federal nº 13.675, sancionada em julho de 2018, que cria o Susp, estabelece que os órgãos de segurança pública, como as polícias civis, militares e federal, as secretarias de segurança e as guardas municipais devem atuar de forma cooperativa e integrada. Antes, as guardas do país não eram reconhecidas como órgão policial. “Isso (o compartilhamento de informações) faz com que tenhamos que aperfeiçoar e amadurecer a forma de trabalhar. Além disso, trás mais possibilidades, autonomia e também a possibilidade de captar recursos para aplicar na área de segurança pública da nossa cidade”, disse a comandante da Guarda Municipal da cidade.

O secretário de Segurança Urbana e Cidadania, José Sóter de Figueirôa, destacou que o encontro busca, além do desenvolvimento setorial, reforçar a importância do diálogo. “Estamos buscando o aprimoramento com vistas à requalificação da missão da guarda na cidade. Estamos diante de novos desafios desde que foi instituído o Sistema Único de segurança Pública, uma série de competência e atribuições dos municípios estão sendo redefinidas. A Guarda Municipal deixa de ser colaborativa para ser protagonista da política de segurança pública”, disse.

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