Tópicos em alta: sarampo / CPI dos ônibus / polícia / bolsonaro / reforma da previdência

“Agosto Dourado” estimula aleitamento materno em Juiz de Fora

Os eventos começam no próximo dia 7 e se estendem até o dia 31 de agosto

Por Michele Meireles

01/08/2019 às 07h00

Uma programação especial em Juiz de Fora vai celebrar o “Agosto Dourado”, mês mundialmente dedicado à promoção do aleitamento materno. A cor escolhida, o dourado, faz alusão ao leite materno, alimento “de ouro” para o bebê, que, por ser rico nutricionalmente, é considerado insubstituível. A divulgação foi feita pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde.

Os eventos começam no próximo dia 7, com uma edição especial do Curso de Gestante feita pelo Banco de Leite Humano. No dia 15, acontecerá uma ação no Calçadão da Rua Halfeld, com orientações sobre aleitamento materno, incentivo à doação de leite e posto de coleta de potes de vidro. Já no dia 31 está previsto um “mamaço” no Museu Mariano Procópio, com roda de conversa e dança materna. Todos os eventos são gratuitos.

O Curso de Gestante acontece às 17h, no auditório da Câmara Municipal. Para participar, as mães devem fazer inscrição prévia pelo telefone 3690-7436. Serão oferecidas 50 vagas, sendo que cada mulher pode levar um acompanhante. Na programação, serão abordados vários temas relacionados aos cuidados da mãe e do bebê, ministrados por profissionais da saúde.

O conteúdo continua após o anúncio

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o bebê deve receber exclusivamente leite materno até os seis meses de vida. Após isso, é importante manter o aleitamento até os dois anos, utilizando outros alimentos como complemento.

Consultoria especializada ajuda mães no processo de amamentação

Pesquisas brasileiras apontam que 96% das mães iniciam o aleitamento, mas ele dura, em média, apenas 53 dias. Para ajudar nesta etapa, as mães podem contar com a ajuda de profissionais especializados na área. Um deles é a enfermeira e consultora em amamentação Vanessa Cyrillo. Sua relação com o aleitamento surgiu quando sua irmã descobriu que estava grávida. “Ela teve muitos problemas durante a gestação, foi então que eu prometi a ela que, na amamentação, ela não teria nenhuma intercorrência. E comecei a estudar e a me especializar sobre o tema, via os resultados e percebi que poderia ajudar muito a outras mulheres”, disse Vanessa, acrescentando que o sobrinho hoje tem um ano e ainda mama no peito.

Desde então, a enfermeira começou a ministrar as consultorias, em que pais e outros familiares também participam. “Temos a ideia de que amamentação é instintiva, que a mãe vai pegar o bebê, colocar no peito e ele vai mamar. Mas são poucas as mulheres que conseguem sem nenhum tipo de auxílio. É aí que entram as consultorias, para potencializar o que elas já têm, respeitando, claro, o desejo das mulheres de amamentar.” Ela explica que o trabalho começa antes do nascimento do bebê e é uma tarefa que exige paciência e persistência. “É maravilhoso, porque a mãe cria um vínculo com o bebê. Vale a pena investir e insistir.”

Tópicos: saúde

Receba nossa
Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail



Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia