Feirantes levam reclamações sobre feiras livres à Câmara Municipal

Audiência pública para tratar do assunto foi definida para a próxima segunda-feira


Por Davi Carlos Acácio

24/10/2023 às 15h14

Cerca de 30 feirantes foram à Câmara Municipal na segunda-feira (23), a fim de questionar a nova organização das feiras livres em Juiz de Fora. Uma das principais reivindicações foi quanto ao modelo de pontuação que define as unidades comerciais em cada feira livre que acontece na cidade. No último dia 9, a Prefeitura divulgou o resultado da última fase do edital das feiras livres na cidade.

Os trabalhadores reclamam também da perda de pontos das barracas, alteração de feiras livres e troca de dias de trabalho. De acordo com o decreto Nº 15.573, publicado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) em outubro do ano passado, cada permissionário pode ter até quatro pontos por feira e não pode ultrapassar o total de 24 pontos. Em relação à pontuação, os seguintes critérios são determinantes: tempo de atividade, moradia em Juiz de Fora, se negro ou pardo, faixa salarial, entre outros.

O que foi apresentado aos vereadores Maurício Delgado (União) – presidente da Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio, Agropecuária e Defesa do Consumidor -, Vagner de Oliveira (PSB), Marlon Siqueira (PP), João Wagner Antoniol (PSC), Bejani Júnior (Podemos) e Tiago Bonecão (Cidadania), entre outros pontos, foi a perda de dias de trabalhos por parte de alguns feirantes, o que acarretaria em defasagem salarial, prejudicando os trabalhadores. A questão foi levantada, segundo a assessoria da Câmara Municipal, por Carmem Albino, presidente da Associação dos Profissionais Produtores e Feirantes, que ainda reclamou de informações desencontradas, que estariam gerando confusão.

Ao final da reunião, ficou definido que os aspectos apresentados e outras demandas dos trabalhadores serão tratados em uma audiência pública na próxima segunda-feira (30), às 14h30, na Câmara.

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.