Autor do ataque contra Bolsonaro chega a Campo Grande

Adélio Bispo de Oliveira chegou ao Mato Grosso do Sul por volta das 13h deste sábado, e ficará em um presídio federal


Por Agência Brasil

08/09/2018 às 14h53- Atualizada 08/09/2018 às 15h11

Chegou a Campo Grande (MS) pouco depois das 13h deste sábado (8) o avião da Polícia Federal (PF) que partiu pela manhã de Juiz de Fora, com o homem que, na última quinta-feira (6), deu uma facada no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo de Oliveira, que confessou à polícia ser o autor do atentado, passará por exames de corpo de delito e, em seguida irá para o presídio federal de Campo Grande, onde ficará em uma cela de sete metros quadrados. A transferência foi determinada pela Justiça Federal durante a audiência de custódia, na tarde de sexta (7).

O advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior, que defende Adélio, informou que a defesa concordou com a transferência dele para um presídio federal, a fim de garantir sua integridade.

O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”.

Cela individual

Conforme o Departamento Penitenciário Federal (Depen), o agressor ficará em cela individual, sem contato físico com outros presos da unidade. Nos primeiros dias, ele será submetido a avaliação médica e psiquiátrica. As celas do presídio têm cerca de sete metros quadrados, com cama, banco, escrivaninha, prateleiras, vaso, pia e chuveiro. Adélio ficará em ala destinada a réus colaboradores e presos protegidos pela Justiça ou com risco a integridade física. “As razões que justificam a transferência para uma penitenciária federal estão baseadas na garantia da integridade física do acusado, conforme decisão da Justiça Federal. O tempo de custódia na unidade, também”, informou o Depen.

A Tribuna entrou em contato com delegados da PF em Juiz de Fora, e o posicionamento é que todas as informações sobre o caso estão concentradas em Brasília. Apesar das inúmeras ligações, a Tribuna não conseguiu contato com a Divisão de Comunicação Social da PF neste sábado (8).

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