Motivacional, Aílton Ferraz antecipa: “Momento para quem tem sangue nos olhos”

De volta ao comando carijó, no Z2 da Série C, Aílton admite que sentimento pelo clube e cidade pesou. Diretor de futebol explica saída de Eugênio


Por Tribuna

16/07/2018 às 11h25- Atualizada 16/07/2018 às 17h59

ailton leo
O que pesou foi que gosto muito do clube e da cidade. Por isso aceitei e vou dar o meu máximo para livrar o clube do rebaixamento. Não vai ser fácil, mas também não é impossível. Acredito que vamos conseguir”, diz Aílton Ferraz

No sábado (14), a quarta derrota seguida na Série C. No dia seguinte, o anúncio da saída do técnico carijó, Eugênio Souza. Se a confiança do elenco do Tupi não se encontra em alta com a penúltima colocação na tabela a quatro rodadas do fim da primeira fase da competição nacional, a recuperação desta força psicológica é um dos objetivos do “motivador” e novo-velho comandante alvinegro, Aílton Ferraz, confirmado pelo clube nessa segunda-feira (16) para substituir Eugênio Souza. O profissional, que acabara de deixar o Brasiliense, deve comandar o primeiro treino na tarde desta quarta (18), em Santa Terezinha, quando também deve ser apresentado oficialmente.

Antes mesmo de desembarcar em Juiz de Fora, Aílton já garante que ambiciona máximo comprometimento do elenco. “A parte psicológica afeta muito o emocional e, por isso, vamos aumentar a parte motivacional. Isso nunca pode faltar. Esse momento é para guerreiros e para quem tem sangue nos olhos. Somos operários da bola e devemos jogar como tal”, garante o treinador à Tribuna.

Na Série C passada, sob comando de Aílton, o Tupi quase conquistou acesso à segunda divisão nacional, mas acabou eliminado nas quartas de final para o Fortaleza (CE). Na primeira fase, durante a etapa de pontos corridos, o Galo realizou a segunda melhor campanha com 28 pontos em 18 jogos, ao somar sete vitórias, sete empates e apenas quatro derrotas. A volta do profissional ocorre após o clube desistir de sua permanência para esta temporada por incompatibilidade financeira entre o pedido pelo comandante e o limite carijó, de acordo com as partes envolvidas.

À Tribuna, em outubro de 2017, o treinador inclusive revelou que esperava ser valorizado pela cúpula alvinegra. Questionado sobre o que o levou a aceitar a nova proposta, ele admitiu que a demanda passada fica em segundo plano. “Acho que só de estar sendo lembrado nesse momento já é uma valorização. O que pesou foi que gosto muito do clube e da cidade. Por isso aceitei e vou dar o meu máximo para livrar o clube do rebaixamento. Não vai ser fácil, mas também não é impossível. Acredito que vamos conseguir. Juntos somos melhores”, relata.

Sempre ventilado pelo torcedor como nome ideal para assumir o clube desde a saída de Alexandre Barroso, ainda no Estadual, Aílton também agradeceu os carijós pelo carinho. “A torcida faz sempre a diferença, mas nesses momentos difíceis os torcedores precisam jogar juntos. Vou cobrar dos atletas a jogarem com raça e honrarem a camisa do clube. Essa camisa tem história”, conta. O primeiro compromisso de Aílton em 2018 com o Tupi ocorre no domingo (22), às 17h, diante do Luverdense em Lucas do Rio Verde (MT). O Galo é o penúltimo lugar com 14 pontos, um a menos que o próximo adversário, sétimo colocado.

Saída inesperada de Eugênio

O diretor de futebol do Tupi, Nicanor Pires, conduziu todas as negociações desde a saída de Aílton até sua contratação nessa segunda. Questionado sobre o adeus de Eugênio Souza, o dirigente afirmou que o ex-técnico do clube teria outros planos em mente e que a decisão, conjunta, não era esperada até uma reunião no domingo (15).

“Fizemos uma boa partida contra o Botafogo-SP, talvez uma das melhores apresentações na Série C mesmo com a derrota. Após o jogo dei uma entrevista dizendo que o Eugênio permaneceria. Ele mesmo falou que queria continuar. Mas ontem (domingo) o Eugênio me ligou, conversamos e achamos melhor trazer um outro nome neste momento. O Eugênio está com uma outra situação, entendeu que para ele era melhor e, por conta do momento do Tupi, que essa troca poderia surtir efeito”, explica.

Sobre a escolha do substituto, Nicanor também relembrou a saída de Aílton em 2017 ao destacar a preferência pelo profissional. “O Aílton foi meu primeiro nome lá atrás para darmos segmento no Mineiro, mas não tivemos acordo financeiro. Ele estava muito valorizado. Depois, com a saída do Ricardo (Leão), apresentei três nomes para a diretoria, e o Aílton era um deles, com o Eugênio e mais um que inclusive está empregado nesta Série C. Entendemos que seria difícil trazer o Aílton naquele momento porque ele estava no Brasiliense e, por questões financeiras, o Tupi não conseguiria tirá-lo de lá. Diante da saída do Eugênio, o Aílton foi novamente o primeiro nome porque conhece a cidade, o clube e suas limitações, alguns jogadores do elenco e a competição. Acho que vai somar muito tanto na parte técnica, quando no lado motivador para nos manter na Série C”, analisa.

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