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Cartas a JF: Padre Leles registra sua gratidão

Por Tribuna

18/05/2019 às 17h41

“Parabéns pra você…
…nesta data, querida Princesa de Minas!”

Tu és a menina das Gerais. A paixão dos que chegam, como eu, de fora.

Tua Rio Branco é uma grande passarela, por onde desfilam as mulheres madrugadoras, atendendo ao apito das fábricas que convidam para o labor cotidiano. Por aí passam as mulheres audaciosas, meninas guerreiras, rumando aos hospitais, faculdades e shoppings. Rio Branco é um humano duto idealizado pelo filho de saudosa memória, Francisco Antônio de Mello Reis. Por aí perambulam os homens altivos, construtores de sonhos.

Do alto, em seu majestoso trono de pedra, o Cristo Redentor vela por ti, desde os primeiros filetes dourados de sol do amanhecer até as belas noites de luas namoradeiras. A natureza te enfeita, princesa!

Como que te cortejando, ensaiando flertes para ti, vai em balés e cirandas, o Paraibuna, te convidando para o mar.
Por aqui passei, em primeiras vezes, nas madrugadas frias, em busca do Rio de Janeiro. Para os ônibus oriundos de Belo Horizonte, era “útil” pausar por aqui, antes de enfrentar a maratona da Serra de Petrópolis.
Em outra ocasião, nesta terra me hospedei, para ouvir a voz dourada de Nelson Gonçalves, na FEA. “Boemia, aqui me tens de regresso!” Quanta saudade… De Nelson, da FEA e dos amigos daquela hora!

Um belo dia, tentando responder à vocação sacerdotal, para a qual me sentia chamado, de mala e cuia, apeei por aqui. Isso era começo dos anos oitenta. Fui parar no Morro da Gratidão, à sombra da majestosa igreja da Glória, no Convento dos Missionários Redentoristas. A estes, nas pessoas dos Padres Dalton Barros, José Augusto e João Fagundes, in memoriam, eterna gratidão. Gratidão, também, aos Irmãos Redentoristas Afonso Barros e Aníbal Assis. Ali tive uma verdadeira Escola de Espiritualidade, com homens santos, mestres inesquecíveis. Ainda na Avenida dos Andradas, o poético Morro da Gratidão, encontrei-me com as Irmãs de Santa Catarina VM, do Colégio homônimo.

Ali, “minhas Irmãs de Santa Catarina”, me acolheram como Professor da Casa e Orientador Espiritual. Lá continuam elas, na esteira de Madre Regina, fazendo educar com amor, para crescer com valor. Na pessoa da querida Marta Makla, agradeço aos colegas que comigo dividiram esperanças, por quase vinte e cinco anos. Fraterna convivência, por isso, mais que colegas, irmãos! Na pessoa do Dr. Luiz Henrique Silva Borsato, abraço a todos os meus ex-alunos; que hoje mudaram de posição: se tornaram meus mestres, na escola da Vida.

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Juiz de Fora, na tua antiga Rua da Califórnia, hoje, a fidalga Rua Halfeld, que traz o nome do teu fundador, deparei-me, um dia, com o Sr. Antônio Macário, “pássaro preto”, o qual não precisou cegar para cantar. Negro de barbas brancas, da mesma raça e raiz que eu, vindo de Rio Espera cantar a beleza da vida, às margens do Rio Paraibuna. Sr. Antônio, a troco de nada, soltava sua voz e povoava de sons caipiras o palco aberto defronte do Central.

Juiz de Fora, haveria muito que falar de ti. Da sua gente amiga e hospitaleira; da sua beleza sem rival; das suas encostas e dos seus shoppings a céu aberto. Nossa história de amor é bem maior que espaço cedido pela nossa Ágora, a Tribuna de Minas. Uno-me ao seu mais importante meio de Comunicação escrita e digital – Tribuna de Minas – para dizer-te: Parabéns! Ad multos annos!

Padre José Leles, o teu filho adotivo

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