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Jovem desaparecida de Ubá foi morta por estrangulamento

Elídia Geraldo ficou desparecida por 20 dias, até corpo ser encontrado coberto por vegetação nas imediações da MGC-265

Por Sandra Zanella

13/08/2019 às 14h59- Atualizada 13/08/2019 às 19h11

Um homem e uma mulher, ambos de 20 anos, foram presos temporariamente, nesta segunda-feira (12), por suspeita de participação na morte da jovem Elídia Geraldo, 19, ocorrida em Ubá, a cerca de 110 quilômetros de Juiz de Fora. O caso era tratado como desaparecimento desde o dia 6 de julho, quando os pais registraram boletim de ocorrência, informando o sumiço da filha, no dia 2. No último dia 22, no entanto, o corpo da vítima foi encontrado por um tio dela, em um terreno próximo ao Horto Florestal, nas imediações da MGC-265, 20 dias depois de ela desaparecer.

De acordo com o delegado regional de Ubá, Diêgo Candian Alves, “após investigações, ontem (segunda-feira), foi feita a reconstituição do crime, e o casal confessou a prática do homicídio. Investigações apontam que, no dia 2 de julho, os suspeitos e a vítima teriam ido a uma festa no Horto Florestal. Eles saíram juntos, pois se conheciam, já que o investigado é o ex-namorado de Elídia. Após o término, eles continuaram amigos. Nessa festa, a vítima e a autora teriam saído do evento juntas e ido ao local onde o crime foi cometido”, explicou. Imagens de câmeras de segurança apontam que o suspeito possivelmente já estaria no local do crime, aguardando as jovens.

A investigações presididas pelo delegado Bruno Salles apontam que o crime teria acontecido diante de um surto da suspeita, uma vez que ela teria se tornado agressiva, cometendo o homicídio mediante estrangulamento. “A autora contou que teria retirado a calcinha da vítima para se passar como estupro, mas, na verdade, ela teria matado a garota por via de estrangulamento. O rapaz teria assistido e em momento algum prestado socorro”, relatou o delegado regional.

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Segundo o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil em Juiz de Fora, delegado-geral Gustavo Adélio Lara Ferreira, os policiais civis da 2ª Delegacia Regional de Ubá se empenharam, desde o desaparecimento de Elídia, com objetivo de esclarecer os fatos. Buscas foram realizadas junto aos familiares da vítima, em Ubá e região. As investigações seguem em andamento e outras pessoas serão ouvidas. Ainda conforme a Polícia Civil, também será solicitada, junto à Justiça, a conversão da prisão temporária em prisão preventiva dos suspeitos, que responderão por homicídio qualificado. O casal foi encaminhado para o sistema prisional, onde ficará à disposição da justiça.

Desaparecimento

Os pais de Elídia informaram à polícia que a filha havia saído da residência onde moram, no Bairro Peluso, por volta das 18h30, do dia 2. Ela disse que iria ao Horto Florestal, onde estaria acontecendo uma festa, mas afirmou que retornaria rapidamente, o que não ocorreu. A mãe, uma doméstica de 60 anos, e o pai, um aposentado de 68, chegaram a procurar a jovem na casa de amigas, em hospitais e no trabalho dela.

No dia 22, um tio de Elídia, 67, acionou a Polícia Militar após encontrar um corpo nas imediações de um supermercado. Ele procurava pela sobrinha por conta própria desde o sumiço dela. Naquele dia, durante mais uma investida, o familiar sentiu um mau cheiro vindo das margens da rodovia e foi verificar. O corpo da vítima estava coberto por vegetação e foi identificado.

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