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Eleições JF: Margarida tem mais votos em área urbana; Wilson, nos distritos

Deputada federal apresentou melhor desempenho na Cidade Alta, onde obteve 43,3% dos votos válidos; empresário obteve margem percentual significativa na Zona Rural, com 43,1% dos votos válidos

Por Renato Salles

24/11/2020 às 21h06- Atualizada 25/11/2020 às 08h28

Após o fechamento das urnas no fim da tarde do último dia 15 de novembro e de uma apuração de cerca de sete horas por conta de problemas técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a deputada federal Margarida Salomão (PT) e o empresário Wilson Rezato (PSB) avançaram ao segundo turno da corrida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Isso todo mundo na sabe. A novidade, todavia, é que levantamento feito pela Tribuna mostra que a vantagem substancial de Margarida, que terminou a etapa inicial da disputa com 39,5% da votação válida e 42 mil votos à frente de Wilson, que obteve 23% dos votos válidos, refletiu em toda área urbana da cidade. Assim, a parlamentar venceu com boa margem em todas as regiões do município.

Assim, Margarida fechou o primeiro turno à frente nas regiões Central, Leste, Nordeste, Norte, Oeste (Cidade Alta), Sudeste e Sul. Em três dessas sete áreas urbanas, o desempenho eleitoral da deputada federal rompeu a barreira dos 40% da votação válida. O maior percentual obtido por Margarida aconteceu na Cidade Alta. Na localidade, a parlamentar registrou 43,3% dos votos válidos, ficando quase 24 pontos percentuais à frente de Wilson, com quem disputa a Prefeitura no segundo turno marcado para este domingo, dia 29.

Na Região Sul, a vantagem de Margarida também foi significativa e ela obteve 42,9% da votação válida, seguida por Wilson, que computou 21,9%. Neste caso, a diferença entre os dois concorrentes foi de 21 pontos percentuais. A outra área em que o desempenho da deputada federal superou a marca de 40% foi a Região Sudeste. No local, a petista totalizou 42,1% dos votos válidos contra 22,2% do candidato do PSB. No recorte, a distância entre Margarida e Wilson foi de quase 20 pontos percentuais, considerando a votação válida apurada no último dia 15.

Nas demais regiões, Margarida obteve 39,4% contra 24% de Wilson na Região Central; 39,1% contra 21,4% do candidato do PSB na Leste; e 38,2% contra 21,7% do empresária na Nordeste. O pior desempenho percentual da deputada federal aconteceu na Zona Norte, em que somou 37%, treze pontos percentuais à frente de Wilson, que fechou o primeiro 24,2% na região.

Wilson consegue liderança na Zona Rural

A exceção, neste caso, foram os distritos da área rural, localidades em que, somados todos os votos, Margarida Salomão não terminou a votação do último dia 15 à frente de seus adversários. Nestes locais, Wilson venceu por uma margem percentual significativa, obtendo 43,1% dos votos válidos. Neste recorte, a candidata do PT obteve 35,1%.

Contudo, a superioridade de outros pontos percentuais do empresário foi a menor diferença observada entre os dois candidatos em toda a cidade. Levando-se em consideração o número de eleitores dessas áreas, no entanto, a vantagem de Wilson para Margarida nos distritos e na Zona Rural correspondeu a 337 votos.

Coincidências com eleições de 2016

Em levantamento anterior, a Tribuna já tinha mostrado que Margarida e Wilson avançarem ao segundo turno com números muito similares àqueles registrados por Bruno e pela própria deputada federal na disputa pela Prefeitura que marcou as Eleições de 2016.

Há quatro anos, Bruno fechou o primeiro turno com 39,07% dos votos válidos, ou seja, 103.872 votos. Neste ano, Margarida, com 102.489 votos recebidos, somou 39,46% da votação válida, ou seja, apenas 1.383 a menos do que Bruno.

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Naquela ocasião, a própria Margarida fechou a etapa inicial do pleito na segunda colocação e recebeu 59.506 votos (22,38%). O desempenho é muito similar ao obtido no atual pleito por Wilson, que encerrou o primeiro turno com 59.633 votos (22,96%), apenas 127 votos a mais do que Margarida há quatro anos.

As semelhanças ainda vão além. Há quatro anos, o ex-prefeito Bruno Siqueira também fechou o primeiro turno vencendo em todas as regiões da cidade, assim como aconteceu com Margarida no atual processo eleitoral. À época, Bruno foi derrotado apenas nas áreas distritais, pelo próprio Wilson, que, na ocasião, fechou o primeiro turno na quarta colocação.

Ione foi a segunda mais votada em quatro regiões

Terceira colocada no primeiro turno, a delegada da Polícia Civil Ione Barbosa (Republicanos) teve um desempenho melhor que o de Wilson Rezato em quatro das sete regiões urbanas da cidade. Ela foi mais votada que o empresário na Zona Leste (24,5% contra 21,4%); Nordeste (25,7% x 21,7%); na Cidade Alta (21,3% x 19,5%); e na Sudeste (22,8% x 22,2%).

Contudo, Wilson ficou à frente nas regiões Central (24% contra 19,7 de Ione); Norte (24,2% x 21,5%); e Sul (21,9% x 20,6%). Apesar de superar Ione em um número menor de regiões, o empresário abriu vantagem sobre a delegada nas duas regiões com o maior número de votantes, Norte e Central.

Os desempenhos nessas regiões foram essenciais para que o candidato do PSB garantisse uma das duas vagas no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Juiz de Fora. Ao fim da apuração, a vantagem de Wilson sobre Ione foi apertada, com uma distância de 2.934 votos, o que corresponde a pouco mais de um ponto percentual da votação válida. Desta maneira, Wilson terminou o primeiro turno com 22,96% dos votos válidos, contra 21,84% de Ione.

Entre os demais candidatos, a deputada estadual Sheila Oliveira (PSL) fechou na quarta posição em todas as regiões da cidade. Apenas nos distritos e na zona rural ficou um voto à frente de Ione. Em termos percentuais, as duas ficaram com 9,6% da votação válida nestas localidades. O melhor desempenho percentual de Sheila se deu na Zona Norte, em que somou 11,9% dos votos válidos.

Demais candidatos

Também disputaram o primeiro turno outros sete candidatos: Eduardo Lucas (DC), Lorene Figueiredo (PSOL), Marco Felicio (PRTB), Aloízio Penido (PTC), Marcos Ribeiro (Rede), Fernando Elioterio (PCdoB) e Victória Mello (PSTU). Nenhum deles chegou a computar, por exemplo, 5% da votação válida em nenhuma das regiões. Destes, o melhor desempenho em uma das áreas urbanas da cidade foi de Eduardo Lucas, que registrou 3,9% da votação válida na Região Central.

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