Operação desarticula esquema de lavagem de dinheiro e venda de rifas ilegais

Segunda fase da Operação Castelo de Cartas realizou três mandados de busca e apreensão


Por Pedro Moysés

01/04/2025 às 18h27

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu, na manhã desta terça-feira (1), três mandados de busca e apreensão em Montes Claros, no Norte do estado, dentro da segunda fase da Operação Castelo de Cartas. O objetivo, segundo o MPMG, é desarticular um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à exploração ilegal de jogos de azar, através de rifas virtuais. Além dos mandados, que foram cumpridos em imóveis das zonas urbana e rural de Montes Claros, também foi determinada a indisponibilidade de bens no valor de R$ 2.867.723,82 e a apreensão de dois veículos, sendo um deles importado. 

Segundo o Ministério Público, foi apurado que influenciadores digitais do município exploravam jogos de azar através de rifas virtuais que eram promovidas nas redes sociais. Tais ações resultaram em um aumento patrimonial significativo. Os valores ilícitos, então, eram ocultados por meio de transações bancárias entre os investigados e suas empresas, além da compra de veículos importados e imóveis. 

Para aparentar estar dentro da lei, os investigados faziam doações de parte dos valores arrecadados, publicavam ações beneficentes nas redes sociais e divulgavam, de forma ostensiva, um empreendimento de lazer que possivelmente é utilizado para a lavagem de dinheiro ilicitamente obtido com os jogos de azar. Não houve prisões e as investigações continuam com o processo correndo sob segredo de justiça. 

A segunda fase da operação Castelo de Cartas foi conduzida no âmbito da estratégia pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC – Montes Claros), que integra o MPMG.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (CAO-ET), a 10ª Promotoria de Justiça de Montes Claros e a 11ª Companhia de Polícia Militar Independente de Policiamento Especializado foram responsáveis pela deflagração da operação. 

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.