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Em casa, Tupi empata com o Tombense no início do Mineiro

Carijó saiu na frente, mas visitantes foram atrás do placar e levaram um ponto para Tombos


Por Tribuna

20/01/2019 às 14h03- Atualizada 22/01/2019 às 11h24

Atacante Gabriel Costa (à dir.) abriu o marcador para o time da casa, que sofreria o empate 15 minutos depois (Foto: Junior Ayupe/Tupi FC)

Em jogo aberto no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, Tupi e Tombense empataram em 1 a 1, neste domingo (20), na estreia das equipes no Campeonato Mineiro 2019. O Galo Carijó abriu o placar aos 13 minutos do segundo tempo com o atacante Gabriel Costa. Aos 28 minutos, entretanto, os visitantes igualaram o marcador após bela finalização de Cassio Ortega. Embora o Tombense de Ricardo Drubscky – treinador do Tupi na conquista da Série D do Campeonato Brasileiro de 2011 – tenha sido superior em boa parte dos 90 minutos, os comandados de Aílton Ferraz e os torcedores carijós deixaram o Municipal com a amarga impressão de dois pontos perdidos.

Aílton lançou em campo o goleiro Ricardo Vilar; o lateral-direito Afonso, os zagueiros Artur Sanches e Aislan, e o lateral-esquerdo Emerson; os meio-campistas Eduardo Nardini, Fábio Henrique e Vitinho; os atacantes Gabriel Costa, Anderson Chub e Marcus Vinícius. Com dúvidas a respeito da composição do miolo de zaga, Aílton optou por Artur Sanches, 30 anos, em vez de Gustavo Rodrigues, 23; como meia centralizado, em razão da lesão de Hugo Rodrigues, 26, o treinador carijó improvisou o segundo volante Vitinho, 21. Já Drubscky iniciou a peleja com o goleiro Felipe; o lateral-direito David, os zagueiros Lincoln e Reynaldo, e o lateral-esquerdo Bruninho; os meio-campistas Rodrigo, Lucas Chapecó e Juan; abertos, os atacantes Cássio Ortega e Edson e, como centroavante, Denilson.

Homenagem
Antes do apito inicial, o árbitro Murilo Francisco Misson Júnior pediu a jogadores e torcedores um minuto de silêncio em respeito à memória de Augusto Costa de Oliveira Vale, o “torcedor solitário”, morto em 27 de dezembro em razão de câncer metastático depois de 37 dias internado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

Poucas chances claras

Tupi e Tombense protagonizaram 45 minutos iniciais ruins. O Carijó se impôs nos minutos iniciais ao marcar a saída de bola do Gavião-Carcará no seu campo de defesa.  Entretanto, o Alvinegro pouco incomodou o goleiro Felipe; apenas Vitinho finalizou, sem sustos, em duas ocasiões. Aos 13 minutos, em bola enfiada por Gabriel Costa, na meia-esquerda, para infiltração de Vitinho, o zagueiro Lincoln se recuperou e afastou a bola para lateral. Após cruzamento de Afonso, aos 30 minutos, na meia-direita, Lincoln afastou a bola, que sobrou nos pés de Vitinho, posicionado de frente para a grande área. No entanto, a fraca finalização do jogador facilitou o trabalho de Felipe em finalização no seu canto esquerdo. Aos 42, em lance na meia-direita, Vitinho deu lençol no adversário, mas finalizou sem jeito, forte, por cima do gol adversário. A proximidade de Afonso e Anderson Chub, além da associação de Vitinho, tornou o lado direito de ataque carijó mais forte na primeira etapa.

O Tombense esteve mais próximo de abrir o marcador, apesar de não exigir o carijó Vilar na primeira etapa. Aos 38 minutos, o atacante alvirrubro Edson desperdiçou boa oportunidade depois de, sozinho, em cobrança de escanteio de Juan – revelado pelo São Paulo, ex-Fluminense, Flamengo e CSA -, cabecear por cima do gol do Tupi. Após pressão inicial do Carijó, o Tombense conseguiu trabalhar mais a bola, sobretudo por meio dos volantes Rodrigo e Lucas Chapecó. Aos 35, em jogada na ponta direita de ataque, Denilson tomou a frente de Aislan, ganhou na corrida, mas, após chegar na linha de fundo e cruzar para trás, nenhum companheiro apareceu para finalizar; as principais investidas do Gavião-Carcará se deram no lado esquerdo da defesa do Tupi, aproveitando, com Edson, Juan e David, os espaços entre Aislan e Emerson.

Lá e cá

Os 1.235 torcedores presentes no Municipal assistiram a jogo mais movimentado após o início da segunda etapa. Depois de início mais lúcido do Tombense ao encurralar o Tupi por meio de troca de passes à frente da área, o Carijó chegou ao tento com Gabriel Costa. Antes, entretanto, aos 12, após cruzamento rasteiro de Gabriel Costa, a bola passou por Marcus Vinícius e Yago – substituto de Vitinho – e sobrou para Chub. Com o gol aberto, o atacante a desviou para fora, à esquerda da meta de Felipe. Aos 14, o gol; recebeu Gabriel Costa, livre na ponta esquerda, às costas do lateral-direito adversário David, para finalização forte, com pequena contribuição do goleiro Felipe.

Aos 15, Aílton havia já realizado as três substituições; deixaram o campo Vitinho, Afonso e Gabriel Costa – cansado -, e entraram, respectivamente, Yago, Léo Felipe e Neném. Já no Tombense, Drubscky mexeu em duas posições; o lesionado Edson deu lugar a Abner e o centroavante Denilson saiu para a entrada de Ricardo Jesus. Mais acomodado no jogo, uma vez que o Gavião-Carcará sentiu o gol, o Tupi foi golpeado. Aos 29, Ortega recebeu na ponta esquerda já dentro da grande área, fintou Léo Felipe, que, por azar, escorregou, e finalizou no ângulo direito de Vilar. Por minutos, foi a vez do Tupi ir às cordas.

Nos minutos finais, o marcador igual lançou ambos ao ataque. Aos 37, da meia-direita, Abner cruzou, Ricardo Jesus fez o pivô sobre Aislan e rolou para Everton chutar rasteiro na trave esquerda de Vilar. A resposta do Carijó veio somente aos 43. Yago recebeu na ponta esquerda, cortou para dentro e finalizou rasteiro, no canto direito do goleiro Felipe, que espalmou para escanteio. Aos 45, já no abafa, Emerson alçou a bola na área e Chub, entre os dois zagueiros adversários, cabeceou a encobrir Felipe; nem Chub sabe como ela não entrou, morrendo próxima à trave direita da meta adversária. Mas Vilar foi mesmo abençoado pelas traves do Mario Helênio. Já nos acréscimos, Everton arriscou de fora da área, próximo à meia-esquerda, e a bola beijou a junção esquerda do poste de Vilar.

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‘Deixamos dois pontos vazarem’

“Foi um jogo de altos e baixos. Sabia que seria assim. No todo, foi bom. O empate, no fim, acabou sendo bom para a gente. Acho que a gente tem muito para crescer. E eu acredito. No pouco que eu vi, acredito muito que a gente vai crescer no campeonato”, disse o técnico Aílton Ferraz em coletiva de imprensa após o confronto. A média de idade dos titulares de Aílton na estreia do Mineiro foi de 24,3 anos. Dentre os escalados, apenas o goleiro Vilar, o lateral-direito Afonso e os zagueiros Artur Sanches e Aislan têm idade na casa de 30 anos. Aílton ressaltou a surpresa com o desempenho dos jogadores na manhã deste domingo. “Gostei do que vi. Não esperava que seria tão razoável como foi. (…) No meu modo de ver, o time esteve a 70% (do que pode dar). Sofremos muito com a parte tática. Fui encaixar o time no último treinamento, aqui no Estádio Municipal.”

Perguntado sobre as três substituições queimadas logo aos 15 minutos do segundo tempo, Aílton informou que Gabriel Costa, autor do gol, cansado, pediu para deixar o gramado. “Sabíamos que alguns atletas sentiriam. Eu sempre guardo uma situação de troca, mas o Gabriel estava muito cansado, então tive que fazê-la. Fiz as três substituições rapidamente e isso não me deu condições de tentar surpreender o Tombense.” Além disso, admitiu o treinador, “não fomos felizes em algumas trocas. Esperava do Yago, por exemplo, a velocidade, mas ele não explorou as suas características. Já o Neném é um garoto de 17 anos, sentiu um pouco o jogo, o que é normal, por ser jovem.” Em razão de alguns erros técnicos, Neném escutou algumas reclamações dos torcedores ainda durante a partida.

Aílton, ao ser questionado a respeito do ritmo dos jogadores na estreia, demonstrou insatisfação com as grandes mudanças no elenco. “Faltam ritmo e entrosamento. Se todo mundo tivesse chegado no dia 1º de dezembro…o mal é esse. Alguns têm dez dias de treino, outros têm quase um mês. Enfim, conseguimos colocar a equipe que eu e a preparação física achamos que aguentaria o jogo todo. Alguns saíram sofrendo, mas aguentaram. Já temos um clássico na quarta-feira. Não dá para respirar. A recuperação é fundamental, assim como a alimentação e o descanso para ganharmos o clássico. Já deixamos dois pontos vazarem da nossa casa. Isso não é bom.” Tupi e Tupynambás se enfrentarão, na próxima quarta (23), às 20h, no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio. Na estreia, o Baeta venceu o Villa Nova, em Nova Lima, por 5 a 1.

Ficha técnica

Tupi: Ricardo Vilar; Afonso (Léo Felipe), Artur Sanches, Aislan e Emerson; Eduardo Nardini, Fábio Henrique e Vitinho (Yago); Gabriel Costa (Neném), Anderson Chub e Marcus Vinícius. Técnico: Aílton Ferraz.

Tombense: Felipe; David, Lincoln, Reynaldo e Bruninho; Rodrigo e Bruno Chapecó; Edson (Abner), Juan (Everton) e Ortega; Denilson (Ricardo Jesus). Técnico: Ricardo Drubscky.

Cartões amarelos: Tupi – Vitinho (10 minutos do 1º tempo) e Afonso (45 minutos do 1º tempo); Tombense – Reynaldo (37 minutos do 1º tempo) e David (19 minutos do 2º tempo).

Arbitragem: Maurílio Francisco Misson Júnior, auxiliares Marcio Eustáquio Sousa Santiago e Leonardo Henrique Pereira e quarto árbitro Adílio Ribeiro da Silva.

Público total: 1.235 torcedores

Renda: R$ 15.405

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