Juiz-foranos vão encorpar torcida do Flamengo no Maracanã

Ação na Loja Nação Rubro-Negra Juiz de Fora troca 267 ingressos com presença de mascote e esperança de placar elástico

Por Bruno Kaehler

15/05/2018 às 21h07

Olavo Prazeres
A questão dos primeiros jogos não terem sido com a torcida foi um pouco doída para a gente, mas agora todos estão muito ansiosos e querendo que a hora do jogo chegue logo”, diz o torcedor Leandro Henrique (Foto: Olavo Prazeres)

A popularidade da torcida do Flamengo segue alta em Juiz de Fora e foi comprovada durante a ação para troca de ingressos na Loja Nação Rubro-Negra para a partida com o Emelec nesta quarta (16), pela quinta rodada da fase de grupo da Libertadores. De acordo com a organização do evento, 267 bilhetes foram trocados, número que superou o de cidades do próprio Rio de Janeiro, como Friburgo (183 ingressos), Cabo Frio (160) e Macaé (91). Os órgãos de segurança do Rio de Janeiro determinaram, para esta partida, que a troca de ingressos comprados pela internet não poderia ser realizada no Maracanã antes da partida.

A confiança certamente será alta nas arquibancadas, preenchidas em preto e vermelho pela primeira vez na competição após punição da Conmebol por confusão protagonizada por torcedores rubro-negros no jogo de volta da decisão da Copa Sul-Americana, em dezembro de 2017, contra o Independiente. O torcedor Leandro Henrique, 46 anos, por exemplo, ajudou a organizar caravana da Urubuzada com dois ônibus para o confronto.

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“A questão dos primeiros jogos não terem sido com a torcida foi um pouco doída para a gente, mas agora todos estão muito ansiosos e querendo que a hora do jogo chegue logo. Perdemos o Guerrero, o que foi um balde de água fria, mas o Diego e o Éverton Ribeiro são dois craques e ainda têm muito a crescer, como o Paquetá. O time tem que entrar com vontade de ganhar, aí espero um 3 a 0”, avalia.

Já Rafael Vianna, 39, também ajudou a organizar ida de 75 flamenguistas da cidade para o Maracanã. Experiente nas viagens para os jogos, ele elogiou a troca de ingressos em JF. “Sou responsável pela torcida Raça Rubro-Negra de JF e fazemos excursões desde 1997. Para mim, o Flamengo é Flamengo por conta da torcida, apaixonada e fundamental. E esse tipo de ação é bacana, acho que poderiam até estender para jogos de menor apelo inicialmente, à venda de ingressos. Para a excursão é primordial. Após a punição, o Flamengo não vende mais ingressos para a gente. Isso dificultou muito a montagem de caravanas porque precisamos contar apenas com sócios-torcedores”, conta, antes de palpitar placar de 3 a 0 para o duelo.

O retorno, de acordo com o gerente de marketing das lojas oficiais do Flamengo, Cláudio Souza, surpreendeu. “O clube buscou ajudar os torcedores de fora do Rio de Janeiro (RJ). Para isso, além da troca, o mascote do Flamengo, o Urubu Rei, veio desde o começo do tour, em Macaé, e todo mundo gosta. Tudo isso aproxima o torcedor ‘off Rio’, e a tendência é que continue nas lojas oficiais pelo Brasil, que também têm uma grande importância ao clube. A movimentação de torcedores é grande, tem sido até maior do que esperávamos”, destaca.

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