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VP do Baeta lamenta escassez de gols, quer permanência da defesa e aponta evolução estrutural

Cláudio Dias confirma pagamentos em dia, cita investimento no CT e avalia campanha de forma positiva em 2021


Por Bruno Kaehler

10/10/2021 às 07h00

O Tupynambás encerrou sua participação no Módulo II do Campeonato Mineiro no último fim de semana sem o acesso à elite estadual, principal objetivo do clube na temporada. Apesar disso, o vice-presidente do Leão do Poço Rico, Cláudio Dias, fez um balanço do ano não apenas positivo, como também de otimismo projetando a temporada em 2022.

No campo, a avaliação, como os números da equipe juiz-forana no Módulo II transparecem, o dirigente exalta o comportamento defensivo do time na competição estadual, com a lamentação da produção ofensiva, marcada pela escassez de tentos convertidos desde a primeira fase até o quadrangular final. “Dentro do orçamento, foi tudo muito bom. Os atletas foram dispensados nesta terça (5), todos pagos. A parte administrativa também foi muito boa. No futebol, tivemos uma parte defensiva privilegiada, a melhor da competição, mas um ataque que deixou a desejar. Não conseguimos ficar entre os dois primeiros colocados, mas de um modo geral vi uma campanha positiva. Oito clubes pra trás queriam estar no lugar do Tupynambás”, analisa Cláudio.

Em 17 rodadas entre a fase classificatória e o quadrangular final, o Baeta sofreu apenas sete gols, com média inferior de um tento a cada duas partidas – a melhor do Módulo II. No entanto, o time comandado pelo técnico Gustavo Brancão balançou as redes adversárias apenas dez vezes. Em campo, na verdade, foram sete oportunidades de comemoração do clube juiz-forano, já que na primeira fase houve o registro de triunfo por W.O. contra o Serranense, no placar de 3 a 0. Dos gols marcados, apenas um foi convertido em todo o quadrangular final, disputado em seis rodadas.

Questionado sobre o que motivou, em sua visão, a discrepância nas estatísticas, Cláudio afirmou entender que “o sistema de jogo não era programado para vencer, mas que não queria perder. Não que não tivesse a vontade de ganhar, isso sempre tivemos, mas ele (sistema) é mais defensivo. E tem hora que precisa ser mais ofensivo”, analisa o dirigente, sobre o trabalho comandado por Gustavo Brancão, com Wesley Assis como auxiliar, entre os demais integrantes da comissão técnica. “No quadrangular, o Tupynambás dominou os jogos, mas não conseguiu fazer os gols. Nosso elenco estava tão bom ou melhor que os demais”, completou.

Apesar disso, Cláudio elogiou os trabalhos conduzidos pelos profissionais do Baeta durante a temporada. E para sustentar sua opinião sobre a forma de jogar do Leão do Poço Rico, o diretor lembrou a performance de um dos atletas remanescentes da última temporada. “O Fabinho Alves fez mais de dez gols na Série D e só marcou duas vezes agora, no Módulo II. Tentamos reforços ofensivos, mas não surtiram efeito. O trabalho em campo da comissão técnica foi muito bom, sem problemas de condicionamento físico, por exemplo. Mas é o esporte e nem tudo acontece como gostaríamos.”

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Composto pelo zagueiro Rayan (centro, de vermelho), sistema defensivo do Baeta deve ser prioridade em 2022 (Foto: Guilherme Pannain/Assessoria P2)

Quadrangular final

O Tupynambás terminou a fase decisiva do Módulo II na última posição, com 4 pontos ganhos em seis jogos. O acesso à primeira divisão ficou com o líder, Villa Nova, de 11 pontos, e o segundo colocado, Democrata de Governador Valadares, que somou 10. O terceiro lugar foi o Nacional de Muriaé, em campanha de 6 pontos conquistados. Conforme Cláudio, o Baeta teria sido prejudicado pela arbitragem nos jogos contra a Pantera.

“O Tupynambás tinha um elenco pelo menos da mesma qualidade que os outros. Você vê o time do Muriaé, e o Joãozinho, artilheiro deles, não fez um gol no nosso time. Não é choro de perdedor, mas se for ver o jogo contra o Democrata, a iluminação do estádio lá era muito precária, o goleiro nosso não via a bola. Teve pênalti não marcado no Cléber em uma partida, e no Davy na outra contra eles, entre os erros conta a gente. Mas agora é pensar na próxima temporada”, relata o vice-presidente.

Baeta defende Módulo II em maio

Cláudio Dias já passou a projetar a temporada de 2022, visto que o Módulo II estadual, com o calendário da Federação Mineira de Futebol (FMF) cada vez mais normalizado após as mudanças geradas pela pandemia do coronavírus, pode apontar o início da competição já para fevereiro, junto ao andamento da elite. A possibilidade, contudo, desagrada o dirigente local. Entre os prejuízos, conforme o VP do Tupynambás, está a concorrência desigual justamente com os clubes da primeira divisão.

“Ainda não existe uma informação oficial, mas provavelmente o Módulo II vá começar em fevereiro. Mas se tivermos como optar, preferimos em maio, até para contar com atletas que jogam no Módulo I, como o Davy e o Rayan (zagueiros titulares do Baeta em 2021). A equipe, no modo geral, foi boa. Só achei que não tínhamos o sistema de jogo ofensivo, e no Módulo II são muitos jogos apertados, empates. O Tupynambás só tomou dois gols em uma mesma partida do Villa, mas empatou muito e fez poucos gols”, afirmou Cláudio.

Investimento em estrutura

Questionado sobre o balanço do ano, ainda no início da entrevista, Cláudio ressaltou ter dado um “up” na parte administrativa. O diretor explicou que, além da organização nas quatro linhas, o clube realizou investimentos para centralizar todos os trabalhos dos atletas no centro de treinamento, no Poço Rico.

“No extracampo, melhoramos muito em relação ao ano passado e vamos seguir tentando evoluir. A logística foi o principal. Trouxemos tudo pra dentro do clube: lavanderia, alimentação, as casas que alugamos para os jogadores foram próximas do CT, além da fisioterapia, que apesar de possuirmos convênio com outros profissionais, tínhamos um atendimento no clube. Também compramos aparelhos de musculação”, reitera.

Tópicos: baeta / tupynambás

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