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Tupi ainda deve salários aos jogadores que disputaram a Série D

Atletas aceitaram receber os vencimentos referentes ao mês de maio, abdicando de junho, mas acordo não foi cumprido pelo clube

Por Bruno Kaehler

10/07/2019 às 14h04- Atualizada 10/07/2019 às 15h27

As atividades da equipe profissional do Tupi em 2019 foram encerradas em junho, após a eliminação na fase de grupos na Série D do Campeonato Brasileiro, mas o elenco que disputou a Quarta Divisão nacional pelo Carijó segue em contato com a cúpula alvinegra. Isto porque atletas e membros da comissão técnica do time juiz-forano não receberam os salários referentes ao mês de maio – o penúltimo na disputa.

Os profissionais do futebol do Galo só não cobram os direitos de junho porque selaram um acordo com a diretoria para que pudessem receber uma parte da dívida sem a necessidade de judicializar a situação. A Tribuna apurou que os jogadores, para garantir o recebimento de um dos dois meses pendentes (maio), propuseram abdicar dos vencimentos de junho, quando trabalharam até o dia 9 – ocasião da despedida da Série D, em duelo que teve 17 pagantes no Estádio Municipal. A resolução teria sido, inclusive, formalizada em documento produzido pelo Tupi.

Cúpula carijó estaria se reunindo regularmente na sede do clube para buscar soluções (Foto: Olavo Prazeres)

Novas ações trabalhistas

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Além da dívida formada com o elenco de 2019, atletas que passaram pelo clube nas últimas temporadas também têm reivindicado salários atrasados. A Tribuna conversou com um jogador que defendeu o clube em 2018 – preferiu não ser identificado – e confirmou que, após um acordo verbal não ter sido cumprido pela diretoria da agremiação juiz-forana, entrou na Justiça com ação atrás de três meses de salários e ausência de recolhimento do FGTS. Em matéria de agosto do ano passado, um levantamento apontou que a dívida trabalhista cobrada do Tupi já ultrapassava os R$ 3 milhões.

Resposta do clube

A reportagem questionou o clube, na última terça-feira (9), sobre as pendências com os jogadores desta temporada e de anos anteriores. Além da confirmação da pendência financeira com o elenco da Série D, foi perguntado se o clube possui projeção de realizar os pagamentos e quais profissionais têm defendido o Tupi nas audiências realizadas para tratar as dívidas trabalhistas de ex-atletas carijós. Em nota, a assessoria do Alvinegro de Santa Terezinha informou que “segundo a direção, o Tupi não está nas condições financeiras ideais e, na medida do possível, vai procurar cumprir com alguns acertos e acordos.”

Após o término da Série D, a Tribuna também procurou membros da diretoria do Tupi para entrevista. Como resposta imediata, os profissionais asseguravam que uma entrevista coletiva seria promovida para tratar os temas. Indagado se o encontro, ainda não realizado, seguia nos planos alvinegros, o clube optou por não responder.

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