Sisdemg nega que seja contra concurso da Educação

Após a realização das provas no domingo, candidatos relataram uma série de falhas

Por Gracielle Nocelli

10/04/2018 às 17h53 - Atualizada 10/04/2018 às 18h43

O Sindicato dos Servidores Designados e Ex-efetivados de Minas Gerais (Sisdemg) negou a afirmação divulgada em comunicado oficial do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) de que a entidade seria contra a realização do concurso público da Secretaria de Estado de Educação (SEE). “Nós recebemos as denúncias sobre as várias irregularidades ocorridas em todo o estado, durante aplicação das provas realizadas no último domingo (8). Diante disso, fizemos um texto orientando as pessoas que se sentissem lesadas para que formalizassem denúncia junto ao Ministério Público”, informou o presidente Eduardo Bronzato da Silva.

Criado em outubro, o sindicato é formado por trabalhadores atingidos pela Lei 100 e designados. “Muitos de nós fomos aprovados em concurso. Nós nunca seríamos contra a seleção, apenas orientamos quem nos procurou, relatando todas as falhas na aplicação das provas. Soubemos de atraso, fotografias e filmagens dentro das salas, candidatos chegando depois do horário, falta de provas e outros problemas que prejudicaram quem fez o concurso.” Eduardo explica que o Sisdemg, que tem sede em Contagem, é uma dissidência do Sind-UTE/MG. “Nós surgimos porque nunca sentimos que nossa categoria foi representada, mas apenas lutamos por nossos direitos. A acusação de que somos contra o concurso público é grave.”

Em nota enviada na tarde desta terça-feira (10), a diretoria do Sisdemg ainda declarou que “sempre fomos favoráveis ao concurso público, desde que este respeite as estritas regras dispostas em seu edital”. O texto diz que o sindicato ” é veementemente contra às afrontas às regras do edital e ao desrespeito ao candidato” e que “orientar as pessoas a lutarem por seus direitos não é boicotar nenhum processo e, sim, garantir o direito de serem cidadãos.”

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Após a realização das provas do concurso, candidatos de todas as partes do estado relataram uma série de falhas. Em Juiz de Fora, participantes registraram boletim de ocorrência junto à Polícia Militar, conforme mostrado por reportagem publicada pela Tribuna.

142 vagas em JF

O concurso da Educação oferece um total de 16.700 oportunidades, sendo 16 mil para professor e 700 para especialista, que serão distribuídas para as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Em todo o estado, foram 178.489 inscritos. A remuneração inicial é de R$ 2.135,64 para ambos os cargos. Segundo dados da assessoria da SEE, somente para a regional Juiz de Fora, que engloba também outros 29 municípios vizinhos, foram recebidas 8.439 inscrições. O número de vagas é de 302, sendo 290 para docentes e 12 para especialistas. Para lotação em Juiz de Fora, foram 7.074 concorrentes disputando 142 vagas para PEB e seis para EEB.

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