Pais conseguem valor necessário para cirurgia da menina Alice

Campanha divulgada nas redes sociais permaneceu por cerca de 15 dias


Por Rafaela Carvalho e Márcio Santos

19/10/2017 às 18h26- Atualizada 19/10/2017 às 19h00

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Carlos Eduardo e Bianca promoveram campanha para custear cirurgia da filha Alice (Foto: Leonardo Costa)

Uma campanha para ajudar a bebê Alice Aparecida Melquiades Nascimento, 9 meses, que tomou forma nas redes sociais nos últimos dias, alcançou o seu objetivo. Durante cerca de 15 dias, familiares e amigos da dona de casa Bianca Melquiades e do padeiro Carlos Eduardo Borges Nascimento, pais da menina, organizaram diversas ações para obter R$ 40 mil, montante necessário para custear uma cirurgia para permitir que o cérebro de Alice cresça normalmente. O valor já foi alcançado, e a menina, que sofre de craniostenose, condição em que o fechamento precoce de uma sutura craniana impede o desenvolvimento do cérebro, poderá realizar a cirurgia, que terá que ser feita durante o nono mês de idade.

Um texto foi postado nas redes sociais pelos pais da menina, agradecendo pelo valor alcançado.

“Oi adultos, aqui é a Alice, estou passando pra dizer que os recursos necessários para a cirurgia da minha cabecinha foram alcançados. Papai do céu é bom demais. Então, queria agradecer muito a colaboração de todos vocês. Foi uma corrente de muito amor e carinho. Teve gente de todo cantinho do Brasil ajudando, e eu estou muito feliz. Agora eu peço que me coloquem em suas orações, pois vamos juntos para essa cirurgia. Vou ser eternamente grata a todos vocês, muito obrigada! Papai, mamãe, minha irmãzinha e irmãozinho, toda minha família agradece muito a vocês. Beijinhos da princesinha,” escreveram.

De acordo com a mãe de Alice, Bianca Melquiades, a família buscou se inteirar sobre os procedimentos necessários para fazer a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a operação não é feita gratuitamente. “Fazíamos o controle da saúde da Alice mensalmente com uma pediatra, mas a médica reparou que o formato da cabeça dela não era redondo e que a fontanela, fissura conhecida como moleira, já tinha fechado. Fomos encaminhados a neurologistas, e o desenvolvimento da Alice foi considerado ainda normal, apesar da craniostenose, mas a moleira só pode fechar quando o bebê tem mais de 1 ano. Quando acontece de a moleira fechar precocemente, é preciso fazer uma cirurgia para abrir o crânio novamente, e o período ideal para fazer a operação é aos 9 meses”, conta a mãe.

Com o valor arrecadado, a família aguarda agora o médico para dar entrada na cirurgia, que deve ser realizada em um hospital do Rio de Janeiro ou de Belo Horizonte.

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