Qual a dieta mais indicada para melhorar a saúde mental?

Pesquisa mostra que padrão alimentar rico em vegetais, grãos integrais, castanhas e peixes pode reduzir sintomas de ansiedade e depressão


Por Regina Célia Pereira, Agência Einstein

19/08/2025 às 11h51

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Inclusão de peixes, ovos e carnes brancas na dieta podem melhorar saúde mental (Foto: Pexels)

Conhecida por seus efeitos protetores para o coração, a dieta mediterrânea também tem ganhado destaque por possíveis benefícios à saúde mental. Um estudo brasileiro, publicado no Mediterranean Journal of Nutrition and Metabolism, apontou associação entre esse padrão alimentar e menor prevalência de sintomas de depressão e ansiedade.

A pesquisa avaliou 199 adultos em um centro de saúde em São Paulo. Os participantes responderam a questionários sobre hábitos alimentares e bem-estar emocional, com base no inventário de Beck, ferramenta internacionalmente validada para análise de sintomas depressivos e ansiosos. Segundo a nutricionista Lara Natacci, da Faculdade de Saúde Pública da USP e autora principal do trabalho, os dados indicaram que indivíduos adeptos de uma dieta próxima à mediterrânea apresentaram menores índices de sofrimento emocional.

Possíveis explicações

Embora o estudo aponte apenas associação, e não relação de causa e efeito, outras pesquisas sugerem que antioxidantes e compostos anti-inflamatórios presentes nos alimentos típicos da dieta mediterrânea podem explicar os resultados. O cérebro, altamente ativo metabolicamente, produz radicais livres em excesso, o que favorece danos celulares. Nesse contexto, substâncias antioxidantes como carotenoides, compostos fenólicos, vitaminas A, C e E, além de minerais como zinco e selênio, ajudam a proteger as células nervosas.

O consumo de pescados de águas frias, como salmão, atum e sardinha, garante aporte de ômega-3, nutriente associado à redução de inflamações. Já frutas vermelhas e nativas, como jabuticaba e açaí, são fontes de antocianinas, que também exercem efeito protetor.

Ajustes no cardápio

Segundo os especialistas, a adoção da dieta mediterrânea pode ser adaptada à realidade brasileira. Entre as recomendações estão:

  • priorizar peixes, aves e ovos em lugar de carnes vermelhas;
  • consumir diariamente laticínios magros, preferencialmente fermentados;
  • incluir leguminosas variadas, como feijão, lentilha e grão-de-bico;
  • utilizar azeite de oliva ou outros óleos vegetais de bom perfil lipídico, como o de canola;
  • dar preferência a cereais integrais e pães de fermentação natural.

Quanto ao vinho, símbolo da dieta mediterrânea, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de evitar o consumo de álcool, pois não há dose segura. O resveratrol, antioxidante presente na bebida, pode ser obtido em uvas escuras.

Mais do que alimentação

Além dos alimentos, o estilo de vida mediterrâneo envolve práticas de lazer, refeições compartilhadas, preservação da biodiversidade e atividade física regular. Para os pesquisadores, o conjunto desses fatores favorece não apenas a saúde física, mas também o bem-estar mental.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe