Com Marcelle Tristão, sócia fundadora e Diretora Executiva da Tristão Escola de Negócios e Chairwoman do Grupo M.Tristão
Carreiras e Gerações
A linearidade perdeu espaço na prática, mas continua presente nas nossas expectativas.
Se a maneira de trabalhar muda, é natural que a forma de "aprender" uma profissão também precise mudar.
Ser excelente tecnicamente pode ajudar alguém a chegar à liderança, mas não necessariamente ensina a liderar.
O choque de gerações nem sempre surge durante uma grande discussão sobre sucessão. Muitas vezes, começa no cotidiano.
O empreendedorismo passou a aparecer cada vez mais cedo nos planos profissionais. Há quem queira abrir uma empresa ainda na faculdade, quem transforme uma habilidade em fonte de renda antes mesmo do primeiro emprego e quem enxergue o negócio próprio como primeira opção, não como uma alternativa para o futuro.
Antes que um recrutador humano avalie um currículo, plataformas (como LinkedIn e sites de vagas) utilizam sistemas e algoritmos para organizar, filtrar e priorizar os perfis mais compatíveis com a vaga.
Se o conhecimento básico está disponível para todos, passam a ganhar destaque profissionais capazes de fazer algo que nenhuma ferramenta entrega sozinha: interpretar contextos, tomar decisões, lidar com situações complexas e transformar informação em resultado.
Não basta aproveitar oportunidades, é preciso entender se elas aproximam você dos objetivos que realmente deseja construir.
Hoje, mesmo profissionais satisfeitos com suas posições estão adotando um novo comportamento: cuidar das próximas possibilidades antes que elas se tornem uma necessidade.
É preciso reconhecer que algumas das habilidades valiosas são desenvolvidas justamente quando somos desafiados a sair do lugar comum e encontrar novas formas de seguir em frente.