Com Marcelle Tristão, sócia fundadora e Diretora Executiva da Tristão Escola de Negócios e Chairwoman do Grupo M.Tristão
Carreiras e Gerações
Questões relacionadas à inovação, experiência do cliente, transformação digital, sustentabilidade e inteligência artificial exigem colaboração constante entre diferentes áreas do negócio.
O que significa ter sucesso para você?
Durante muito tempo, o principal diferencial competitivo era o conhecimento técnico acumulado ao longo da carreira, mas hoje outra habilidade ganhou força: a capacidade de adaptação.
Muitas mulheres alcançam posições relevantes, mas passam a conviver com uma carga emocional constante que raramente aparece nas descrições de cargo ou nos discursos corporativos sobre diversidade.
Empresas mudam estruturas em poucos meses, profissões passam por reformulações aceleradas, ferramentas se tornam obsoletas rapidamente e decisões de carreira precisam ser revistas com frequência.
Existe pressão para se reinventar o tempo inteiro, medo de ficar obsoleto, ansiedade para acompanhar mudanças e uma sensação constante de que sempre falta alguma coisa para finalmente “estar preparado”.
Mas o mercado mudou e, hoje, o que constrói valor não é o nome que aparece no crachá, e sim os problemas que você foi capaz de resolver ao longo do caminho.
A ideia de poder escolher onde trabalhar, organizar o próprio horário e se libertar de estruturas rígidas é, sem dúvida, sedutora. O problema não está nesse desejo, nem no modelo de trabalho, mas na forma como ele vem sendo vendido.
A maioria de nós aprendeu a seguir em frente, a dar conta, a não parar. Então, quando algo sai do lugar, a leitura costuma ser simplificada demais: se estou assim, deve ser o trabalho. Se é o trabalho, preciso sair.
Seria simplista tratar a inteligência artificial como um problema. Quando bem utilizada, ela funciona como uma extensão da nossa capacidade cognitiva, ajudando a organizar pensamentos, ampliar repertório, acelerar tarefas operacionais e liberar tempo para atividades mais estratégicas.