Tópicos em alta: delivery jf / coronavírus / lockdown / vacina / polícia / obituário

Cinco filmes do Oscar para assistir no streaming

Premiação mais tradicional do cinema acontece em 25 de abril, e a Tribuna lista dalgumas das produções já disponíveis


Por Júlio Black

02/04/2021 às 07h00

A cerimônia do Oscar, que deveria ter acontecido no final de fevereiro, foi adiada para 25 de abril por causa da pandemia de Covid-19, que deixou cinemas fechados por meses e estúdios sem saber o que fazer com seus lançamentos. Por causa disso, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas postergou o evento a fim de que houvesse quantidade suficiente de produções para a premiação, permitindo inclusive que filmes lançados em 2021 fossem elegíveis ao Oscar.
Talvez por isso, o fã de cinema provavelmente nunca teve tantos filmes concorrendo ao mais famoso prêmio do cinema já disponíveis na telinha da TV. São nada menos que 28 longas nos serviços de streaming e um na TV por assinatura, mesmo que estejam concorrendo em apenas uma categoria. A Netflix, por exemplo, tem nada menos que 16 produções em seu catálogo, entre eles “Mank”, “O tigre branco”, “Os sete de Chicago”, “Destacamento Blood” e “A voz suprema do blues”.
Entre as outras plataformas, a Prime Video oferece aos assinantes quatro longas (“Uma noite em Miami”, “O som do silêncio”, “Time” e “Borat: Fita de filme subsequente”). O Disney+ aparece com cinco filmes, entre eles “Soul”, “Dois irmãos” e “Mulan”. A Apple TV+ emplacou “Wolfwalkers” e “Greyhound: Na mira do inimigo”, e a Globoplay marca presença com “The mole agent”. Por fim, “Emma” está nos canais Telecine.
Como não há espaço para comentar todos os filmes, a Tribuna lista cinco sugestões que o público pode conferir até a cerimônia do Oscar, com destaque para as três produções indicadas a melhor filme já disponíveis. Porém, quem puder maratonar todos os filmes não perderá seu tempo.

“Mank”

Onde: Netflix
Indicações ao Oscar: dez
O longa de David Fincher mostra como Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman) escreveu o roteiro do revolucionário “Cidadão Kane”, de Orson Welles, considerado o maior filme de todos os tempos. Rodado no estiloso preto e branco, o longa concorre – entre outros – aos prêmios de melhor filme, direção, fotografia, ator e atriz coadjuvante.

“O som do silêncio”

Onde: Prime Video
Indicações ao Oscar: seis
Em sua estreia na direção, Darius Marder surpreende ao contar a história do baterista (Riz Ahmed) de uma banda de heavy metal que descobre ter uma deficiência auditiva irreversível, precisando – e se recusando a – aprender a viver com a nova condição. Entre as indicações, melhor filme, ator e ator coadjuvante.

O conteúdo continua após o anúncio

“Os sete de Chicago”

Onde: Netflix
Indicações ao Oscar: seis
Aaron Sorkin é mais conhecido como roteirista e produtor de TV e cinema, mas seu segundo longa como diretor mostra que ele sabe jogar nas 11. Indicado a seis categorias do Oscar, entre elas melhor filme, roteiro original e ator coadjuvante, “Os sete de Chicago” acompanha o julgamento de parte dos manifestantes presos durante protestos contra a Guerra do Vietnã em Chicago, local da convenção do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 1968.

“O tigre branco”

Onde: Netflix
Indicações ao Oscar: uma
Dirigida por Ramin Bahrani, a adaptação do romance de estreia de Aravind Adinga mostra um lado pouco conhecido da Índia. Adarsh Gourav interpreta o jovem Balram, que vive em uma localidade miserável e, ao ser contratado como motorista de uma família de empresários/contraventores, descobre o absurdo do sistema de castas do país. A produção foi indicada ao Oscar de roteiro adaptado.

“Wolfwalkers”

Onde: Apple TV+
Indicações ao Oscar: uma
A categoria de melhor animação tem “Soul”, da Pixar (Disney+), como grande favorito. Mas uma opção para a criançada é “Wolfwalkers”, que está no catálogo do Apple TV+. A história se passa na Irlanda, no século XVII, e mostra a amizade de duas garotas, sendo que uma delas tem a capacidade de se transformar em lobo e conversar com esses animais.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Desenvolvido por Grupo Emedia