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Turismo no Brasil: o que temos para oferecer?

Por Kamilla Menezes, Rodrigo Souza e Inácio Araújo

29/01/2019 às 07h01 - Atualizada 29/01/2019 às 07h27

Ao chegar o verão e as férias escolares, o setor turístico brasileiro prevê bons números. São beneficiados também os setores de hotelaria, alimentação, transporte e lazer. A escolha pelo litoral nordestino é a preferência, seguido da região Sudeste e depois da região Sul, de acordo com a Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem de novembro de 2017. Somente em 2017, em comparação com 2016, a circulação de turistas dentro do país registrou um aumento de 2% no número de embarques e desembarques nacionais de passageiros em aeroportos, de acordo com o Anuário Estatístico de Turismo 2018 – Ano Base 2017.

Nota-se que, apesar do potencial de contribuição para o desenvolvimento nacional, os números desses setores não tiveram grande evolução em comparação com os países vizinhos, por exemplo. No primeiro quadrimestre do ano passado, houve aumento de 6% nas chegadas de turistas internacionais no Brasil, segundo o Ministério do Turismo. A Colômbia apresentou crescimento de 35,8% e o Chile aumento de 14,3%, no mesmo período analisado.

A discrepância dos dados é resultado de um intenso incentivo ao desenvolvimento do setor de turismo nesses países. Os seus planos de ação de marketing turístico internacional incluem treinamentos para agentes do setor, campanhas midiáticas, incentivos a construção de hotéis com redução da alíquota de impostos. Medidas que também poderiam ser implementadas para impulsionar esse setor no Brasil.

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Segundo as projeções que a World Travel & Tourism Council (WTTC) fez em conjunto com a Oxford Economics, em 2018, o setor de turismo aumentou 2,4% em empregos diretos, 2,6% em investimentos e 2,7% no PIB Direto. Após dois anos de queda, a demanda de passageiros para o exterior voltou a subir. Para 2019, caso o governo aprove as reformas anunciadas e as previsões se concretizem, é provável que a recuperação econômica do país se consolide e o país cresça até mesmo acima do esperado, isso representará maior renda disponível e, consequentemente, aquecimento nesse setor.

Com todo o potencial turístico não explorado das cidades brasileiras, o governo atual deverá focar no incentivo à maior circulação de pessoas no país. Devido aos Jogos Olímpicos (2016) e à Copa do Mundo (2018) houve avanços na infraestrutura no país. Agora é o momento de despertar a vontade e facilitar as condições para que os próprios brasileiros passem a buscar os destinos nacionais, bem como impulsionar a vinda de turistas estrangeiros para destinos naturais e históricos do país.

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