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Construção civil: já existe recuperação no horizonte?

Por Felipe Dilon e Paulo Betbeder

22/09/2020 às 07h00 - Atualizada 21/09/2020 às 16h12

Após uma série de trimestres em queda, 20 trimestres para ser mais exato, o setor brasileiro de construção civil finalmente havia encontrado fôlego para a recuperação de sua produção no decorrer de 2019. Fato é que, para um dos setores mais determinantes, quando se trata de desempenho e emprego na economia brasileira, o fôlego da retomada não foi forte o suficiente para segurar uma crise com tantas particularidades e, com isso, o setor de construção civil tornou a cair.

Conforme os dados ajustados sazonalmente das Contas Nacionais Trimestrais fornecidos pelo IBGE, no segundo trimestre de 2020, o PIB da Construção contribuiu para a redução do PIB brasileiro ao recuar 5,7% em comparação ao primeiro trimestre do mesmo ano. Já no primeiro trimestre o movimento também não foi diferente e, ainda na comparação com o trimestre anterior, o PIB da construção recuou 2,4%.

Todavia, mesmo com todas as porcentagens anteriores indicando resultados negativos quanto ao desempenho da atividade, mesmo na crise já começam a aparecer índices positivos que apontam para um processo de recuperação do setor. Tal processo é bem-vindo em tempos de crise, visto que um reaquecimento da construção civil abre espaço para a retomada do crescimento de outras atividades ligadas ao setor, como os que fornecem materiais, e, principalmente, de empregos.

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Em nível nacional, os dados da Sondagem da Indústria da Construção realizados pela CNI (Confederação nacional da Indústria) evidenciam um setor em recuperação após a queda registrada em abril, em plena pandemia. Na comparação mensal, o índice de evolução do nível de atividade subiu 3,8 pontos. Outro ponto relevante é que a confiança dos empresários – registrado pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial – continuou a subir após o menor registro recente, observado em abril (34,8 pontos) e passou dos 50 pontos em agosto (54 pontos), o que aponta para um aumento
na perspectiva a confiança.

Já em Minas Gerais, segundo dados do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em parceria com a Fiemg, o setor também segue uma perspectiva de recuperação e atingiu 51 pontos no Índice de Atividade da Construção em julho – avançando 2,2 pontos na comparação mensal.

Quanto à retomada dos empregos, tanto o índice do nível de emprego da CNI quanto o da Sinduscon-MG apontam para uma evolução em julho. Já pelos dados do Caged, o saldo de emprego formal para a construção foi de criação de 41.986 vagas no mesmo mês, o que corrobora para as perspectivas de recuperação de um setor motor na economia brasileira.

Tribuna

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