Tópicos em alta: polícia / campeonato mineiro / bolsonaro

Então é Natal. O que esperar do Noel?

Por Natália Haubrich e Paulo Betbeder

18/12/2018 às 07h00 - Atualizada 17/12/2018 às 20h23

O Natal é uma das datas festivas de maior apelo comercial do ano, atraindo toda a atenção do comércio varejista. Nos meses de novembro e dezembro, os consumidores saem às compras para saldar a lista de presentes para o dia 25. Já pelo outro ponto de vista, os vendedores se preocupam em atender a maior demanda impulsionada pelas compras de final de ano. Nesses dois últimos meses do ano, o surgimento de ofertas e promoções é significativo, fazendo com que as pessoas realizem mais compras no período.

É interessante destacar que em relação às compras de Natal, uma parte significativa dos consumidores (34%) já optou por adiantá-las durante a Black Friday; no entanto, pelo menos 27% dos consumidores ainda pretendem realizar mais compras até o dia 25, segundo a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Pelos dados da pesquisa de intenção de compras realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (CNDL/SPC Brasil), a expectativa é de que a data mobilize em torno de R$ 53,5 bilhões na economia este ano e leve em torno de 110 milhões de pessoas às compras. Pouco mais da maioria dos consumidores entrevistados pretendem gastar mais (27%) ou igual ao ano passado (30%), indicando uma possível melhora com relação a 2017, sendo que o valor do presente deve atingir uma média de R$ 115,90 reais.

O conteúdo continua após o anúncio

O 13° salário, por sua vez, deve ter uma participação mais tímida nas compras natalinas. Apenas cerca de 23% dos entrevistados pretendem utilizar essa parte da renda nos presentes. Esse dado pode estar relacionado ao ainda alto nível de endividamento das famílias brasileiras.
Com um potencial de crescimento de 7,4% nas compras natalinas em relação ao Natal de 2017, o cenário é de otimismo para o comércio e demonstra uma excelente oportunidade para os segmentos de vestuário, brinquedos, calçados e perfumaria, além de todos os setores que lucram com as comemorações de fim de ano, como alimentação e bebidas.

Do ponto de vista geral do empresariado, 65% dos empresários entrevistados pela CNC pensam que as vendas deste ano serão pelo menos iguais às do ano passado. Apesar do ainda em andamento processo de recuperação econômica, o Natal de 2018 promete ser melhor que o anterior.
A CMC aproveita essa última coluna de 2018 para desejar a todos felizes comemorações e um 2019 sempre melhor que o ano que vai ficando para trás. Boas festas e que venha o novo!

E-mail para [email protected]

Tribuna

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é dos autores das mensagens.
A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros.



Leia também

Desenvolvido por Grupo Emedia