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A crise no Oriente Médio e o preço do petróleo brasileiro: enquanto uns choram, outros vendem lenços

Por Iris Maria e Rodrigo Rodrigues

14/01/2020 às 07h00 - Atualizada 14/01/2020 às 15h43

O petróleo é extremamente relevante, em qualquer região do mundo, dada a importância dos produtos que são dele derivados, principalmente os combustíveis. No Brasil, o preço do petróleo é vinculado ao mercado internacional, o que quer dizer que o preço praticado no país não decorre somente da oferta e da demanda internas, mas sim da oferta e da demanda mundiais.

Qualquer alteração no preço dessa commodity no cenário internacional impacta diretamente a economia do país, desencadeando um aumento em cascata em diversos setores.

Abrindo 2020, a cotação do preço do barril de petróleo apresentou aumento significativo. O barril do tipo Brent chegou a subir 4%, elevando o preço a US$ 70/barril, na primeira semana de janeiro. O motivo deste aumento rápido e inesperado se deve à crise entre Estados Unidos e Irã, que se agravou com a morte do principal general iraniano, Qassem Soleimani, durante um ataque aéreo americano em Bagdá, no Iraque.

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De acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Irã é o décimo maior produtor de petróleo do mundo e foi responsável por cerca de 5% da produção mundial em 2018. Dessa forma, qualquer impasse na região pode implicar em uma elevação nos preços dos barris de petróleo. Tal cenário requer a atenção brasileira, visto que o preço do petróleo no país apresenta aumento desde outubro de 2019 devido à valorização do dólar, moeda em que a commodity é cotada.

Entretanto, o que pode ser prejuízo para a população, é vantagem para a Petrobras. Uma alta no preço de petróleo afeta, diretamente, no aumento do preço dos combustíveis, o que pesa no bolso dos brasileiros na obtenção da gasolina e diesel, mas beneficia a estatal, que apresenta um grau elevado na produção e exportação do petróleo. Conforme os números mais recentes da Associação Nacional do Petróleo (ANP), em novembro de 2019, a produção diária de barris de petróleo da empresa foi de 3,09 milhões de barris, um aumento de 42,5% em relação a novembro de 2018. Portanto, um aumento na cotação do petróleo pode ter impacto positivo para a empresa e para a balança comercial brasileira.

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