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Carnaval e turismo em Minas Gerais: folia na economia?

Por Por Rhawan Souza Neve, Leandro Venâncio, Weslem Faria, Inácio Araújo, Izak Carlos

12/03/2019 às 06h00 - Atualizada 11/03/2019 às 20h03

O carnaval é uma data que muitos foliões usam para viajar, conhecer novos lugares, festejar ou mesmo ficar mais próximo da natureza. Para todos esses casos, Minas Gerais é um prato cheio. Rico em belezas naturais, com inúmeras cachoeiras, e também em cultura nas cidades históricas, a região tende a se beneficiar economicamente com o aumento do fluxo de turistas nessa época do ano.O carnaval é uma data que muitos foliões usam para viajar, conhecer novos lugares, festejar ou mesmo ficar mais próximo da natureza. Para todos esses casos, Minas Gerais é um prato cheio. Rico em belezas naturais, com inúmeras cachoeiras, e também em cultura nas cidades históricas, a região tende a se beneficiar economicamente com o aumento do fluxo de turistas nessa época do ano.

Segundo a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), os principais visitantes das cidades históricas de Minas são os próprios mineiros, que gastam em média R$ 560 na viagem, enquanto os visitantes que vêm de outros estados, apesar de serem em menor quantidade, gastam bem mais em sua estadia: seus gastos com hospedagem, compras de souvenirs, consumo e alimentação totalizam uma média de R$ 508 por dia.

Esses gastos movimentam a economia do estado. A Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de responsabilidade do Ministério do Trabalho, registrou para a Zona da Mata mineira, no setor de turismo, em 2017, um número de empregados total de 29.338 pessoas, em 5.515 estabelecimentos diferentes, sendo principalmente no ramo de alimentação, totalizando 48,2% dos postos de trabalho e empregando 40,7% das pessoas. E o número de empregados do setor se recuperou em relação ao ano anterior. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou que, para o Estado, em 2017, o setor demitiu 1.735 empregados a mais do que contratou em relação ao mês anterior. Já em 2018, essa diferença caiu para 233.

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Em Juiz de Fora, existe a temporada de pré-carnaval, que acontece em fevereiro para aproveitar a vinda de foliões e o consumo dos próprios juizforanos antes que esses viajem para as cidades próximas no Rio de Janeiro e das demais cidades mineiras no feriado. No primeiro bimestre de 2018, o Caged registrou para a cidade um saldo positivo de 581 contratações no setor de serviços, o maior para o período nos últimos seis anos.

A diminuição no saldo negativo de empregados nas atividades de turismo pode ser um indicador de relativa recuperação do setor. Este saldo, atrelado à maior movimentação de pessoas no Estado dispostas a consumir e aproveitar as belezas e festividades por aqui durante o feriado, são um bom impulso para o giro da economia agora no início do ano. Passado o Carnaval, é hora de esperar a apuração do saldo final de emprego e renda gerado para comemorar a folia também em termos econômicos.

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