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Tesouro Selic e suas mudanças: um investimento cada vez mais atrativo

Por Rhawan Neves, Kamilla Menezes, Victor Chiaratti e Rafael Texeira

11/08/2020 às 07h00 - Atualizada 10/08/2020 às 21h40

A partir do dia primeiro de agosto de 2020, o Tesouro Nacional e a B3 zeraram completamente as taxas de custódia do Tesouro Selic. Com essa mudança, a modalidade de investimento mais simples e mais segura do país agora também possui uma rentabilidade mais atrativa.

As taxas cobradas já haviam sido reduzidas de 0,30% para 0,25% ao ano para valores até R$10.000,00. No entanto, a sua extinção afeta 53% dos indivíduos ativos no Tesouro Direto, e é só mais um de um grande movimento de baixa dos custos de investimentos em geral no Brasil. E é possível investir nessa modalidade não apenas via Tesouro Direto, mas também via Fundos do tipo Tesouro Selic, que rendem de forma ainda mais atrativa.

Um dos grandes diferenciais da poupança, e que sempre atraiu os investidores, é o fato desta não ter dedução de imposto de renda. Porém, graças ao seu baixíssimo rendimento e aos fatores acima, não é difícil encontrar investimentos que, mesmo com imposto de renda, continuem sendo mais rentáveis que a velha Caderneta de Poupança.

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Um CDB com liquidez diária e rendendo 100% do CDI tem uma alíquota máxima de 22,5% de imposto e ainda assim apresenta uma rentabilidade maior do que a poupança, além de render diariamente. Em julho, o CDB teria rendido 4% em 12 meses, ou 3,1% líquido de imposto na alíquota máxima (essa alíquota pode descer a 15% para quem aplica por mais de 24 meses). No mesmo período, a Caderneta rendeu 2%, 33% menos que o CDB. Pior: enquanto a “queridinha” dos brasileiros só gera juros a cada 30 dias, tornando seu retorno ainda menor. Já é possível encontrar CDBs em corretoras que cobram zero de corretagem, ou até mesmo em bancos, que não cobram nenhum valor de custódia para este tipo de ativo.

A concorrência também tem um grande papel neste cenário. Quanto mais corretoras, bancos e informações sobre o assunto no mercado, maior é a competição das empresas para alcançar os investidores, gerando estímulos diversos para atraí-los: redução das taxas de custódia, corretagem, aumento do portfólio de ativos e até mesmo um contato mais próximo com os clientes através de assessores via chat, telefone ou mesmo presencialmente, sem custo adicional.

Com esta disputa, os clientes ganham cada vez mais vantagens e enxergam cada vez mais valor nos serviços oferecidos. Não estamos mais vivendo em uma era onde as opções são poucas e precisamos nos contentar com aquilo que está ao nosso alcance. Agora, o céu é o limite e as opções não só são vastas, mas também acessíveis a praticamente qualquer pessoa disposta a investir no seu futuro.

Conjuntura e Mercados

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