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Mudança de hábitos: de imóveis para fundos imobiliários

PUBLIEDITORIAL

Por Bruno Perry e Kamilla Menezes

10/09/2019 às 07h00 - Atualizada 09/09/2019 às 19h41

O sonho da casa própria passa de geração a geração nos propósitos dos brasileiros. A segurança de não pagar aluguel chama a atenção para a compra de imóveis para uso próprio, aliada à expectativa de valorização imobiliária e de alugueis mensais, criando a falsa ideia de que a compra de um imóvel é um excelente investimento em todas as circunstâncias. Porém, a matemática aparece para desmistificar essa concepção.

A média do retorno do aluguel de um imóvel é de 4,6% a.a. do valor de mercado do mesmo, segundo a Fipe, o que quer dizer que, se alguém adquirir um imóvel cujo valor seja de R$ 1 milhão, conseguiria alugá-lo por R$ 46 mil por ano (ou R$ 3.800/mês). Acha difícil como pessoa física? Pois é, sobre esse valor, ainda é necessário descontar a alíquota de IR que incide sobre o aluguel e as taxas da imobiliária. Nos meses de vacância, o proprietário precisa responder por despesas como condomínio e IPTU, além de reparos periódicos.

Apesar de muitos acreditarem que esse é um bom retorno (quando conseguido), existem opções no mercado de capitais mais vantajosas, com os fundos imobiliários. Esses fundos são formados pela reunião de capital de vários investidores (cotas) que aportam seu capital, por intermédio de um gestor qualificado, no setor imobiliário. Essa alocação acontece por meio da compra de imóveis (geralmente de alto valor, o que inviabilizaria sua compra por apenas uma pessoa) e sua locação, a fim de distribuir boa parte do aluguel mensalmente para os cotistas.

Entre as vantagens desse investimento, é possível encontrar fundos que têm um aluguel médio de 6% a.a. (contra 4,6% de um bom aluguel por conta própria). Assim como a locação de imóveis, esse produto financeiro também distribui alugueis mensais. Esses alugueis, entretanto, são isentos da alíquota de IR. Como o gestor administra os imóveis de forma integrada, as taxas de vacância são diluídas. E, caso algum cotista precise do dinheiro, pode resgatar parte das cotas apenas, o que não ocorre com o bem físico, que precisará ser inteiramente vendido, às vezes após um longo período de anúncio.

Portanto, para além de um rendimento médio maior após IR, os maiores benefícios que os investidores em fundos imobiliários desfrutam é o fato de terceirizar a preocupação quanto à locação dos imóveis e sua conservação, tarefas deixadas com o gestor do fundo imobiliário, que se responsabiliza por tudo relativo aos imóveis adquiridos: contratos de aluguel, cobranças, distribuição desses alugueis entre os cotistas e até mesmo a procura de novos locatários quando o imóvel não está alugado.

As heranças de um cenário de instabilidade, como o ocorrido nos anos de hiperinflação, são vistas nos hábitos dos brasileiros até os dias de hoje, 25 anos depois do controle do ‘dragão’. Porém, as novas opções de investimentos devem ser estudadas pela população. Essas opções oferecem melhores condições de retorno, dado o mesmo nível de segurança e são a nova realidade do mercado. A busca pela educação financeira contribui tanto para a melhora das condições de vida futura, quanto para o desenvolvimento de um orçamento familiar consciente e um país mais estável. Da mesma forma que migramos de telefones fixos pelos smartphones, é hora de mudar hábitos também nos investimentos. Para ajudar nisso, há profissionais qualificados para ajudar na escolha daquele mais adequado a cada objetivo de vida. E o melhor: a custo zero. Como isso é possível? Da mesma forma como evoluíram os telefones: por meio da tecnologia e do conhecimento. Cabe a nós não ficar de fora dessa.

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