Aprendendo com o passado para prever o futuro

Por Alexandre Zanini, Leandro Venâncio, Joyce Guimarães, Gabriel Barbosa, Ramon Goulart e João Pio

09/01/2018 às 07h00 - Atualizada 08/01/2018 às 17h10

Com a chegada de um novo ano, é comum acompanhar nos veículos de comunicação do país diversas informações sobre o que esperar para 2018, seja no âmbito social ou econômico. Em relação a este último, para chegar aos números que tomamos conhecimento diariamente é utilizado o instrumental das previsões, um dos principais dos economistas. A explicação para isso está no benefício oferecido por essa ferramenta, que consiste em sintetizar informações subjetivas e objetivas capazes de facilitar o processo de planejamento.

Para entender melhor a importância das previsões, é interessante compreender a forma como ela é realizada. A estratégia utilizada consiste na observação e análise de informações passadas somadas à sensibilidade e à experiência do analista. Vale ressaltar que tal discernimento deve ser embasado na teoria econômica. Importante considerar que a incerteza faz parte das relações econômicas, que são repletas de variáveis aleatórias. Portanto, no processo de cálculo das previsões, não são gerados apenas números pontuais, mas fundamentalmente chances ou probabilidades. O erro faz parte do processo e o objetivo dos modelos de previsão é minimizá-lo.

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Existem diversas instituições que se empenham em realizar previsões para a economia, como as financeiras, de pesquisa ou governamentais. Entre elas, está o Fundo Monetário Internacional (FMI), que estimou para a economia brasileira um crescimento de 1,5% do PIB em 2018, influenciado positivamente por um aumento no consumo e safra agrícola e negativamente pelas incertezas políticas. Essa projeção por si só já é capaz de impactar diversas ações realizadas na sociedade, entre elas as decisões de investimento e a condução de políticas econômicas.

Com isso em mente, é possível compreender a necessidade de se ter números, embasados por instrumentos matemáticos/estatísticos e pela teoria econômica, que auxiliem o planejamento econômico no âmbito nacional. Pensando nisso, nós da Conjuntura e Mercados Consultoria (CMC), realizamos mensalmente previsões para as cinco principais economias de Minas Gerais: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Betim e Juiz de Fora. Tais informações são divulgadas, mensalmente, no Boletim de Economia Regional no endereço eletrônico da CMC (https://www.cmcufjf.com.br/).
Em síntese, prover informações de qualidade sobre o comportamento futuro de variáveis econômicas de aspecto nacional ou regional significa avaliar o passado e compreender o que pode ser aproveitado e melhorado. Mais do que isso, faz parte de um processo em que se busca sempre melhorar o bem-estar da sociedade em um ambiente de incessante incerteza.

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