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A emblemática retomada da economia mineira

Por Mariana Curbani e Paulo Betbeder

07/07/2020 às 07h00 - Atualizada 06/07/2020 às 18h43

Após meses lidando com a recente crise do coronavírus, que apresenta notórias consequências sanitárias e econômicas, surge o questionamento: como lidar com uma atividade econômica que já vinha em lenta recuperação e agora é travada pelas novas circunstâncias impostas pelo vírus?

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Desde março deste ano, quando iniciadas as medidas de combate à Covid-19, assistiu-se a uma parcela considerável da população vivendo o desemprego ou perdendo parte de sua renda. A queda na renda atingiu rapidamente o comércio pela inevitável queda no consumo e na confiança de famílias e empresas. No setor industrial, há um aumento significativo da inadimplência de clientes e quedas de faturamento. Em abril, a FIEMG havia projetado, em pesquisa, uma perda de 5,3% para o ramo industrial em Minas Gerais, número superior ao projetado para o país, de 4,9%. Outro ponto relevante nesse cenário é a situação fiscal mineira. Dados da Secretaria de Estado da Fazenda apontam o déficit fiscal do estado, que era estimado em 13,3 bilhões de reais, saltar para 20 bilhões de reais.

No meio de tantas incertezas estabelecidas, governos e prefeituras se veem enfrentando o desafio de lidar com a pressão por medidas de recuperação econômica e com o avanço da pandemia do país. Em Minas Gerais, a iniciativa do governo do estado consiste hoje no programa Minas Consciente. O projeto resume-se na estruturação da atividade econômica em 4 categorias, as chamadas “ondas”. A onda verde consiste nos serviços essenciais, e as ondas branca, amarela e vermelha seriam, respectivamente a primeira, segunda e terceira fases da abertura comercial. A classificação das fases é determinada pelo risco de contaminação que a atividade apresenta, visando prolongar a retomada de atividades que apresentam alto risco de disseminação da doença. Sendo assim, a preocupação mais latente é a saúde dos mineiros. Apesar de apresentar um número de mortes menor se comparado a outros estados, Minas Gerais não deve esperar uma retomada completa de suas atividades em um curto período. Conforme as declarações do governador na última semana de junho, o lockdown não deixa de ser uma opção para as áreas com índices elevados de casos de coronavírus.

Tribuna

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