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Marchá ré no turismo

Por Iris Maria Barquette

05/05/2020 às 06h59 - Atualizada 04/05/2020 às 19h21

O turismo é um dos setores mais significativos dentro da economia. Ele gera oportunidades de negócio tanto para grandes conglomerados – como companhias aéreas e redes hoteleiras – quanto para pequenos empreendimentos – como agências de viagens locais, pousadas, restaurantes e guias turísticos. Existia a expectativa de que o turismo fosse um dos setores mais promissores para a economia brasileira neste ano. Porém, o setor sofreu uma forte queda com a pandemia do novo coronavírus e tudo indica que ele será um dos segmentos mais afetados pela crise.

Na segunda quinzena de março, o setor perdeu R$ 11,96 bilhões em volume de receitas, o que representa uma queda de 84% no faturamento em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), as companhias aéreas podem apresentar um declínio em suas receitas de US$ 314 bilhões neste ano, o que representa uma queda de 55% em comparação à receita de 2019. As perdas empregatícias e em atividades relacionadas a este ramo podem resultar em 25 milhões de desempregados, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

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O setor de hotelaria também apresentará fortes declínios em seu âmbito econômico. Com voos cancelados, viagens adiadas e estradas interditadas, a procura por hotéis diminuiu fortemente. O mais agravante é que houve uma interrupção quase total na geração de receita do setor, visto que eventos foram adiados em sua totalidade e mais de 90% das reservas feitas por viajantes corporativos e de lazer foram canceladas. Como medida provisória, hotéis tiveram que realizar demissões em massa e reduzir jornadas e salários. Contudo, nem todos do ramo poderão efetuar estas medidas, o que pode levar ao fechamento de estabelecimentos do setor.

Diante da proliferação do vírus, o setor de turismo foi uns dos primeiros a parar as suas atividades e será um dos últimos a retomar, visto que após solucionado o problema de saúde, as famílias terão que resolver problemas de despesas essenciais. Dessa forma, quanto mais tempo durar a pandemia, maior será o tempo necessário para a recuperação do setor.

Tribuna

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