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‘Gangorra’ nos preços dos combustíveis no isolamento social: alegria de ‘criança’ dura pouco?

Por Felipe Dilon e Jonas Carvalho

01/09/2020 às 06h58 - Atualizada 31/08/2020 às 20h43

O preço do combustível, seja ele gasolina, álcool ou diesel, sempre é um assunto em pauta, pelo peso que implica desde a renda familiar de um trabalhador que depende de seu transporte pessoal até as grandes empresas, como as de transporte, que veem seus custos variarem conforme o preço dos combustíveis. Dada a magnitude da crise do coronavírus, os combustíveis não saíram ilesos.

Em março, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou reduções de 4,36% no valor do diesel, 2,89% na gasolina e 2,7% no etanol, se comparados ao mês de fevereiro, evidenciando uma perspectiva de queda para os meses posteriores.

Contudo, a Petrobras fez quatro aumentos seguidos no preço nas refinarias em maio e, a partir do mês de junho, registrou um aumento no valor dos combustíveis nas bombas. A alta no preço do combustível é decorrente do fato do valor do petróleo no Brasil ser vinculado ao mercado internacional; em outros termos, a quantia cobrada no país é dada pelas oferta e demanda mundiais. Dessa forma, o aumento também se justifica pela flexibilização das medidas de isolamento social no Brasil e no mundo, as quais geraram maior demanda pelo produto. No mês de julho, houve aumento de 4,44% no preço dos combustíveis em comparação ao mês de junho segundo a empresa especializada em soluções de gestão de frota, ValeCard. O começo do mês de agosto seguiu com aumentos de 2% do diesel e 4% da gasolina, segundo a agência internacional de notícias Reuters. Tal fato mostra a redução no poder aquisitivo dos consumidores.

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A determinação de agosto da ANP a respeito da densidade e octanagem mínimas na gasolina também pode afetar o preço do combustível. Antes não havia tal determinação e como consequência era ofertada uma gasolina com mistura mais leve, em outras palavras, uma gasolina de menor qualidade. Dessa forma, o valor da gasolina tende a apresentar maior aumento no mês, visto que por apresentar maior qualidade, o preço tende a ser mais elevado.

Em Juiz de Fora, o preço dos combustíveis também sofreu alterações ao decorrer do isolamento social. De abril para março, o preço caiu 7,32% segundo a ANP, com a gasolina no valor de aproximadamente R$ 4,09 e o álcool R$ 2,99. Entretanto, em agosto os valores aumentaram, com a gasolina chegando a R$ 4,538, o álcool a R$ 3,130 e R$ 3,479 o diesel. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) conclui que o valor final cabe a cada proprietário dos estabelecimentos, que sofrem influência dos aumentos frequentes nas refinarias ao cobrar o preço.

Os consumidores devem ficar atentos, visto que o preço dos combustíveis pode sofrer alterações nos próximos meses. A brincadeira continua.

Tribuna

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