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A importância da gestão financeira para os pequenos negócios

Em linhas gerais, a gestão financeira pode ser entendida como o conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a execução, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa


Por Galvão Emerick, analista do Sebrae Minas

30/04/2019 às 08h00

A boa gestão financeira é o princípio básico para que uma empresa se mantenha saudável no mercado. O ambiente competitivo em que as empresas estão inseridas exige maior eficiência, aumento da produtividade, redução de custos, geração de valor para o cliente e rapidez na tomada de decisão, e somente com as finanças em dia há tranquilidade para se pensar em investimentos e em novos projetos que possibilitem a sustentabilidade do negócio.

Em linhas gerais, a gestão financeira pode ser entendida como o conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a execução, a análise e o controle das atividades financeiras da companhia. Seu objetivo é melhorar os resultados apresentados pela empresa por meio da geração progressiva de lucro líquido.

Não basta produzir e vender um produto ou prestar um serviço de qualidade, é preciso gerir o resultado financeiro dessa operação. Essa gestão é fundamental para o sucesso do negócio. Nesse contexto, manter um controle eficiente, que aponte os rendimentos, os lucros e as despesas, é importante para empresas de qualquer porte, mas em particular para as micro e pequenas.

O bom gestor financeiro prioriza o fluxo de caixa, utiliza as informações contábeis e fiscais para a rápida e adequada tomada de decisão e precifica corretamente os produtos ou serviços ofertados ao mercado. Além disso, mantém uma separação entre o orçamento familiar e o orçamento empresarial. Esta postura evita alguns erros muito comuns, tais como:

  • Não ter as informações corretas sobre saldo de caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber, valor das contas a pagar, volume das despesas fixas ou financeiras etc. Isso ocorre porque não há o registro adequado das transações realizadas;
  • Não saber se a empresa está ou não tendo lucro em suas atividades operacionais, em razão da não elaboração de demonstrativo de resultados;
  • Não calcular corretamente o preço de venda dos produtos, pelo desconhecimento dos custos e das despesas;
  • Não conhecer corretamente o custo das mercadorias vendidas porque não há um registro adequado de estoque;
  • Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore porque não existe um valor fixo para a remuneração deles.

Como se pode ver, são inúmeros os erros de uma má gestão financeira. Aqui foram citados apenas alguns, os mais comuns, mas ainda se pode enumerar aqueles decorrentes de processos de endividamento ou de maus investimentos, como os juros e despesas financeiras.

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O importante é que o gestor entenda a dinâmica do seu negócio, sabendo que “ter dinheiro” não significa “ter lucro”, e que o saldo positivo é o resultado das receitas menos os custos e despesas. Isso permite adotar diferentes estratégias, como aumentar a margem ou giro, dependendo dos movimentos de mercado e da necessidade de lucro.

Em momentos de crise e de consequente aumento da competividade, muitos pequenos negócios são forçados a fechar. Isso ocorre porque a maioria não consegue identificar a origem dos problemas que acometem a empresa, tende a pensar que o problema está na redução das receitas e se recusa a enxergar que o obstáculo pode estar nos custos variáveis diretos e indiretos, nas despesas operacionais e nos gastos desnecessários. É muito importante identificar claramente a origem do problema.

Durante turbulências financeiras, algumas medidas podem ser pertinentes, como negociar prazos maiores com os fornecedores, procurar linhas de crédito mais baratas ou mesmo renegociar juros e prazos mais adequados para dívidas, conversar com os gerentes das instituições financeiras de relacionamento sobre a possibilidade de obter alguma linha de crédito com juros baixos para quitar as dívidas mais caras e fazer um fluxo de caixa diário ou semanal para identificar as prioridades financeiras e tomar as medidas necessárias com antecedência.

Mas não se esqueça: se necessário, procure um especialista do Sebrae. Ele poderá ajudá-lo a melhorar a gestão financeira do seu negócio!

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