Juiz-foranos assistem treino da Seleção em Teresópolis


Por Bruno Kaehler

25/05/2018 às 18h38

 

 

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Os juiz-foranos Dione Batista e Angélica Domingues acompanharam os garotos Túlio Ladeira, Théo Lamas, João Guimarães, Henrique Salgueirinho e Thiago Januzzi no centro de treinamento da Seleção

WhatsApp Image 2018 04 13 at 11.21.57 12A possibilidade de tirar uma foto, conseguir um autógrafo ou simplesmente ver de perto os ídolos da Seleção Brasileira foi permitida a um número limitado de torcedores nesta sexta (25), na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). E o objetivo foi conquistado pelos juiz-foranos Dione Batista e Angélica Domingues. Eles levaram estudantes da Academia de Comércio e atletas do Futebol UFJF, Théo Lamas, Túlio Ladeira, João Guimarães, Thiago Januzzi e Henrique Salgueirinho ao centro de treinamento canário.

“Organizamos isso há algum tempo, nos programamos e inclusive os meninos faltaram aula hoje. Tomara que a gente consiga ver de perto o treino com os garotos, que sonhavam com isso há alguns dias”, destaca Dione, pai de Théo. O grupo esteve pela primeira vez na Granja Comary. Se Théo, Túlio, João e Thiago miravam os craques do setor ofensivo nacional Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus, o jovem Henrique tinha um foco incomum entre os torcedores presentes. “Quero ver o Cássio! Sou flamenguista, não corintiano, mas sou goleiro que nem ele”, conta, tímido. Ao todo, aproximadamente 160 torcedores puderam assistir o treino da Seleção da arquibancada ao lado do campo com atividade. Outras dezenas de apaixonados, por limitação de espaço, ficaram logo atrás, encostados em uma grade.

 

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O sergipano Fábio Santos, 33 anos, já estava na fila desde às 6h da manhã para garantir vaga para ver a Seleção treinar

 

O primeiro da fila

Antes mesmo da aglomeração de torcedores na entrada da Granja, o sergipano Fábio Santos, 33 anos, já assegurava sua presença na arquibancada reservada aos fãs. Por volta das 6h, ele foi o primeiro a chegar na entrada do CT da Seleção. Radicado em Macaé (RJ), ele relatou à Tribuna a vontade especial de ver o camisa 10 canário pela primeira vez. “Vim acompanhar o treinamento da equipe, ver como o elenco está como conjunto e um pouco de como é a preparação para a Copa. E será especial poder ver o Neymar pela primeira vez, nunca o vi jogar sem ser na TV”, conta. De coração rubro-negro carioca, Fábio aproveitou para dar um palpite sobre a convocação. “No Flamengo, o Diego tinha como ser chamado, mas por estar em evidência nesse momento, acredito que o Paquetá poderia ter sido a revelação da Copa neste ano. Seria um diferencial, uma carta na manga do Tite”, avalia.

Para Fábio, iniciativas como a dele, de estar mais próximo da Seleção, perdeu força nas últimas décadas. “Se for pensar de 1994 para cá, vejo uma diferença drástica. A euforia era muito grande com Romário e Bebeto, depois (em 2002) com o corte de cabelo do Ronaldo Fenômeno… ficou para a história. Hoje acredito que o calor humano diminuiu, mas o amor continua. Mas as restrições de hoje, o fato de a comissão técnica fechar o treino acaba afastando um pouco o time do torcedor”, opina.

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