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Arquidiocese de Mariana e sua história

Por Geraldo Trindade, Bacharel em filosofia pela FAM e em teologia pelo ITSJ, padre na Arquidiocese de Mariana

10/07/2018 às 07h00

A história é feita pela memória dos que nos precederam, mas com a consciência dos passos que damos na construção do presente. A Arquidiocese de Mariana, pela sua rica história, tem a plena consciência de que carrega com zelo e sabedoria ser a primaz de Minas, berço para outras tantas dioceses.

A arquidiocese foi criada em 6 de dezembro de 1745, sendo a sexta diocese criada no Brasil, depois do bispado de Bahia (1555), Rio de Janeiro (1776), Olinda (1676), Maranhão (1677) e Pará (1719). Desde então, nestas montanhas e nestes vales, buscou-se viver e tonalizar a alma mineira com a mais pura mística cristã, semeando a beleza e a docilidade do Evangelho de Cristo. Quantos homens e quantas mulheres moveram corações e mentes a Deus no trabalho evangelizador nestes 273 anos de história! De Mariana irradiou-se a fé viva como candor da luz eterna para todas as Minas Gerais com a solidez da adesão irrestrita a Cristo e o amor a Maria.

Figuras marcantes ocuparam o Áureo Trono Episcopal. Ao todo, oito bispos e seis arcebispos. Dentre eles dom frei Manoel da Cruz, dom Antônio Ferreira Viçoso, dom Silvério Gomes Pimenta, dom Helvécio Gomes de Oliveira, dom Oscar de Oliveira, dom Luciano Mendes de Almeida, dom Geraldo Lyrio Rocha. No dia 23 de junho, a Arquidiocese de Mariana acolheu dom Airton José dos Santos, agora o sexto arcebispo marianense.

Com suas 135 paróquias espalhadas nos 79 municípios, a ação evangelizadora se dá pela busca incessante da espiritualidade e do bem-estar dos fiéis, que sempre foi a marca de fé desta parcela da Igreja de Cristo, que compõe a arquidiocese.

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Diante de tantas preciosidades, muito ainda deverá ser cultivado, trabalhado e colocado a serviço de Deus, pois a tarefa de evangelizar todos os homens e as mulheres constitui a missão essencial da Igreja. Por isso, as terras mineiras e marianenses se orgulham e se alegram pela presença de dom Airton, que tem como lema episcopal: “Ut faciam Deus voluntatem tuam” – “Para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10,7).

O novo arcebispo, em sua missa solene de posse, expôs que a arquidiocese tem uma história rica em vários sentidos, mas que não foi escrita somente de momentos, mas é uma história que tem rostos e nomes, pois é feita de pessoas. “Ai se não existisse as pessoas antes de nós. Ai se nós não pudéssemos contar com o dinamismo, com a certeza e com o valor que tem os irmãos e as irmãs que nos antecederam”, ressaltou dom Airton. Reconhecer o legado a partir dos protagonistas, que muitas vezes anonimamente dão o percurso da história, embeleza a certeza do protagonismo atual e dá ao dia a dia o colorido humano capaz de ir para além das vicissitudes do tempo.

Dá-se mais um passo na história da bicentenária arquidiocese mineira com essa consciência, mas também carregada de esperança a fim de que o presente possa ser cheio de glórias, tanto quanto o passado, porém não glórias meramente humanas, mas, sobretudo, para Deus!

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