Parque de Ibitipoca passa a exigir comprovação de vacinação contra febre amarela

A unidade é uma das cinco que passaram a solicitar a apresentação do cartão de vacinação atualizado e carteira de identidade

Por Rafaela Carvalho

26/02/2018 às 18h05 - Atualizada 26/02/2018 às 19h50

Visitante terá que assinar termo de responsabilidade, em que declara ter sido imunizado há, pelo menos, dez dias anteriores à visitação. (Foto: Leonardo Costa)

O Parque Estadual de Ibitipoca anunciou, nesta segunda-feira (26), que vai passar a exigir a apresentação do comprovante de vacinação contra a febre amarela e a carteira de identidade dos visitantes que desejam entrar no parque. Também será exigido que o visitante assine um termo de responsabilidade, em que declara ter sido imunizado há, pelo menos, dez dias anteriores à visitação.

Exigência se deve aos casos de febre amarela no entorno da unidade de conservação, localizada em Lima Duarte, conforme comunicado publicado na página do parque no Facebook.

Comunicado divulgado na página oficial do parque no Facebook afirma que a exigência se deve aos casos de febre amarela no entorno da unidade de conservação, localizada em Lima Duarte, onde duas mortes de humanos pela doença já foram confirmadas. Outros oito casos suspeitos estão em investigação, sendo que um desses pacientes estaria internado em Juiz de Fora. Também houve confirmação de que primatas encontrados mortos na região estavam infectados com a doença.

A medida também está sendo adotada em outras unidades de conservação. A Estação Ecológica do Cercadinho, o Parque Estadual Serra Verde, o Parque Estadual da Baleia, na região de Belo Horizonte, e o Refúgio de Vida Silvestre Libélulas da Serra de São José, na região de São João del-Rei, também estão exigindo a apresentação da documentação para visitantes. No total, chegam a cinco o número de unidades que passaram a exigir a apresentação da documentação por conta do surto de febre amarela em Minas Gerais.

Atividades suspensas

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Além das unidades que exigem a apresentação dos documentos, a Estação Ecológica de Mar de Espanha está temporariamente fechada em função do risco de contaminação, conforme informações do Instituto Estadual de Florestas (IEF). De acordo com comunicado emitido pelo órgão, a medida se dá em razão da confirmação da morte de primatas na região. Uma pessoa também morreu vítima da doença na cidade. O caso foi um dos primeiros na Zona da Mata a ser confirmado oficialmente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste ano. Também já houve casos de epizootias confirmados em Mar de Espanha.

O Parque Estadual Serra do Rola Moça, situado na região metropolitana de Belo Horizonte, e o Parque Estadual do Itacolomi, localizado nos municípios de Mariana e Ouro Preto, continuam recebendo visitantes, mas estão com algumas atividades temporariamente suspensas por conta do risco de contaminação por febre amarela.

SES já confirmou 86 mortes por febre amarela

Conforme boletim epidemiológico divulgado na última semana, já chega a 86 o número de óbitos decorrentes da doença em todo o Estado. Outros 136 mineiros foram internados e diagnosticados com a doença por meio de exames laboratoriais.

O documento, divulgado na terça-feira, aponta ainda que outros 473 casos suspeitos em pacientes vivos estão em investigação, além de outros 32 óbitos que podem ter ocorrido por causa da febre amarela. Os dados são referentes ao período de julho de 2017 a junho de 2018, mas todos os casos tiveram inícios de sintomas registrados a partir de 31 de dezembro de 2017.

A expectativa é de que novo boletim epidemiológico seja divulgado nesta terça-feira (26), com dados atualizados sobre o número de mineiros infectados pela doença.

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