Homem é condenado a 12 anos de prisão por incêndio criminoso em madeireira de Lima Duarte

Caso aconteceu em 2020 e acarretou um prejuízo de quase R$ 3 milhões ao dono do estabelecimento


Por Tribuna

11/12/2024 às 08h21- Atualizada 11/12/2024 às 08h22

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Foto de 2020 mostra que galpão foi totalmente consumido pelas chamas (Foto: Arquivo Pessoal)

Um homem foi condenado a mais de 12 anos de reclusão e ao pagamento de uma multa de cerca de R$ 20 mil, por conta de incêndio criminoso em um depósito de madeira em Lima Duarte. Conforme sentença da Vara Única da Comarca de Lima Duarte, o principal acusado pelo crime foi considerado culpado por incêndio, posse ilegal de arma de fogo e tentativa de suborno de outra testemunha. Outras cinco pessoas também foram condenadas pela participação no crime, com penas variando de 7 a 3 anos de reclusão.

O caso, noticiado pela Tribuna à época, aconteceu em 2020, na madrugada do dia 9 de fevereiro. O incêndio destruiu a madeireira causando um prejuízo de quase R$ 3 milhões. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, câmeras de segurança revelaram que quatro pessoas encapuzadas invadiram o local. A perícia também apreendeu três garrafas com restos de combustíveis e duas latas de um solvente altamente inflamável, que teriam sido usados para atear fogo em todo maquinário e estoque do galpão, de 400 metros quadrados.

A acusação argumentou que o suspeito planejou o incêndio para eliminar a concorrência, e recrutou outros cinco homens para ajudá-lo. Conforme a acusação, o dono da madeireira atingida havia começado a fornecer material para uma grande empresa, concorrendo com o negócio do investigado. De acordo com a denúncia, haveria indícios de que o acusado se sentiu ameaçado e decidiu incendiar o depósito de madeira da vítima para prejudicar seu negócio. Ameaças anteriores da parte do suspeito contra a vítima também foram levadas em conta como evidência.

Durante o julgamento, testemunhas descreveram a chegada de vários homens encapuzados ao depósito na noite do incêndio, e a descoberta de garrafas de um refrigerante incomum na região próxima ao local. Exames periciais confirmaram o uso de líquidos inflamáveis. Além disso, uma testemunha relatou que o investigado tentou impedi-la de depor, oferecendo dinheiro. Um funcionário da vítima declarou que, após o incêndio, o suspeito tentou impedi-lo de depor, oferecendo-lhe uma quantia de cerca de R$ 75 mil para que mudasse seu depoimento. 

Agora a defesa poderá apresentar argumentos e provas adicionais no Tribunal de Justiça para tentar anular ou modificar a sentença. O processo de apelação envolve a análise dos autos e uma nova decisão poderá manter, modificar ou anular a sentença de primeira instância, dependendo dos argumentos e evidências apresentadas pela defesa.

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