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Mesa Diretora da Câmara defende Mello Casal de críticas da PJF

Após questionar a exaustão do sistema funerário apontada por Margarida, o parlamentar foi repreendido publicamente pelo Executivo


Por Gabriel Ferreira Borges

22/03/2021 às 22h46

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Juiz de Fora defendeu, nesta segunda-feira (22), o vereador Carlos Alberto Mello (Casal, PTB) de críticas feitas pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Em 8 de março, Mello Casal havia questionado a exaustão do sistema funerário local apontada pela prefeita Margarida Salomão (PT) ao anunciar o lockdown no município. À época, o parlamentar, por meio de vídeo publicado nas redes sociais, relatou que os funcionários das funerárias Filgueiras, Santa Cruz, Candelária e Santa Casa de Misericórdia teriam descartado o colapso do sistema. O Executivo, então, em nota publicada no dia seguinte, lamentou “a insensibilidade da manifestação” de Mello Casal.

Após 13 dias, a Mesa Diretora, também por meio de nota, veio a público defendê-lo em meio ao acirramento da relação do parlamentar com a Prefeitura. Conforme o Legislativo, nunca faltou sensibilidade a Mello Casal durante a crise sanitária provocada pela Covid-19. “Proponente e integrante da Comissão Especial de Acompanhamento e Fiscalização dos atos do Poder Executivo no enfrentamento ao coronavírus, o vereador representou esta Câmara no Comitê Municipal de Enfrentamento e Prevenção à Covid-19, além de ter desenvolvido proposições e destinado a integralidade de suas emendas parlamentares do ano de 2020 para aquisições de medicamentos e insumos no combate à pandemia”, argumenta.

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No comunicado, a Diretoria da Casa pondera que a fiscalização é um dos pilares da atuação dos componentes do Legislativo, e, “dentro de suas prerrogativas, vem sendo exercida em sua plenitude”. “O vereador Sargento Mello Casal, em seu segundo mandato eletivo nesta Casa, pauta sua atuação parlamentar pela ampla defesa dos direitos constitucionais do cidadão, visando à garantia dos direitos das entidades e estabelecimentos civis e privados e o direito dos munícipes e das comunidades”, afirma. Em 12 de março, já durante o lockdown, o parlamentar foi apontado como um dos responsáveis pelo fechamento do Restaurante Popular Yeda Duarte Gomes após uma suposta intimidação de funcionários, o que foi rebatido por Mello Casal. Conforme o vereador, ele estaria apenas fiscalizando se o estabelecimento estava cumprindo os protocolos sanitários.

Além disso, acrescenta a nota, o vereador sempre se mostrou solidário com as famílias das 934 vítimas fatais de Covid-19 residentes de Juiz de Fora, já que “suas ações nesse prisma buscam a garantia do direito à vida e à saúde da população, equilibrando a necessidade de sustentação econômica para a manutenção do emprego e renda em nossa cidade”. O Legislativo ainda rebate a referência feita pelo Executivo às mortes do médico Hugo Borges, do empresário Zé Kodak e do monsenhor Miguel Falabella ao criticar a “falta de sensibilidade” de Mello Casal. “(Estas mortes) já foram relembradas por este parlamento, inclusive, por moções de pesar feitas e aprovadas pelos vereadores anteriormente.” A manifestação é assinada pela Mesa Diretora, que, além de ser presidida pelo vereador Juraci Scheffer (PT), reúne Antônio Aguiar (DEM), Nilton Militão (PSD), Cido Reis (PSB) e José Márcio Guedes (Garotinho, PV).

Acordo
Mello Casal havia protocolado, na última sexta (19), na própria Câmara Municipal, um requerimento para que a Casa divulgasse uma nota de repúdio e esclarecimento no site, já que teria ficado insatisfeito com a ausência de manifestação do Legislativo a respeito do episódio, conforme apurado pela Tribuna. Nesta segunda, os parlamentares chegaram a um consenso quanto à versão final do texto publicado pela Mesa Diretora.

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