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Estudantes acampam na reitoria da UFJF


Por Guilherme Arêas

19/05/2015 às 08h39- Atualizada 19/05/2015 às 20h28

Fernando Priamo/19-05-15

16h – Após receber a carta, o vice-reitor falou à imprensa. “O mais importante é tomar conhecimento da carta, as questões levantadas, com a mesma cautela e dar uma resposta aos questionamentos e em relação ao movimento, que é legítimo e não se refere exclusivamente à UFJF. Estamos vendo este movimento em vários pontos do Brasil. Aqui é muito pacífico e respeitoso. Temos que reconhecer a importância e o questionamento que os estudantes estão fazendo. É óbvio que o questionamento sobre nós é natural e nós temos que pressionar quem está acima de nós para mais verbas para a educação. Já estamos trabalhando para atender a pauta dos estudantes a partir de hoje, de acelerar o processo, para dar uma resposta à questão do apoio estudantil. Com a volta dele, fica até mais fácil ainda porque a gente vai poder acelerar outras pautas que estão sendo colocadas pelos estudantes e também pelo que consta aqui nesta carta”.

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15h25 – Um grupo de professores entregou uma carta ao reitor em exercício da UFJF, Marcos Chein,  manifestando preocupação de professores, servidores técnico-administrativos e alunos com a situação da Universidade. Questionam as sequentes notícias publicadas sobre a instituição na imprensa, a reforma administrativa feita pelo reitor em apenas seis meses de mandato; a falta de esclarecimentos sobre boatos de renúncia do reitor Júlio Chebli, a situação do campus de Governador Valadares. “Toda esta situação gera uma insegurança a todos nós e queremos que a reitoria se posicione sobre estas questões”, afirmou o professor da Faculdade de Fisioterapia, Marcos Souza Freitas. A carta segue acompanhada de um abaixo assinado com, aproximadamente, 400 assinaturas.

Segundo o vice reitor, a intenção agora é “analisar e buscar dar uma resposta às reivindicações que constam na carta e também ao movimento, que ocorre de forma pacífica com muito respeito”.

Fernando Priamo/19-05-15

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 13h20 – O acesso de funcionários, terceirizados e estudantes não ligados ao movimento foi limitado pelos manifestantes, que montaram barracas de acampamento e espalharam colchões pelo saguão da reitoria. Apenas alguns funcionários de áreas essenciais, como contabilidade e recursos humanos, e que atuam em setores ligados à pauta de reivindicações, como o apoio estudantil, conseguem trabalhar normalmente.

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12h31 – Após o fim da assembleia desta manhã, os estudantes decidiram que irão se reunir novamente, às 14h, no saguão da retoria. Os alunos deliberaram que irão se pronunciar oficialmente apenas por meio da página “Ocupa UFJF”, criada no Facebook.

O reitor em exercício, Marcos Chein, reconheceu como legítima a manifestação dos estudantes. “É importante reconhecer que os estudantes estão no direito legítimo de resistência, e precisamos trabalhar e negociar essas pautas, que são legítimas do movimento estudantil. Temos que entender que, embora em lados opostos, nós também temos que sofrer essa pressão e trabalhar no sentido de passar essa pressão para o Governo federal.”

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12h26 – A assessoria de comunicação da UFJF informou que a antecipação do retorno do reitor dos EUA não foi possível. Portanto, ele estará de volta à JF apenas na quinta-feira (21).

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(Olavo Prazeres/19-05-15)

11h15 – Uma comissão, formada por estudantes e a pró-reitora de Apoio Estudantil, Joana de Souza Machado, visita o prédio da Moradia Estudantil, no São Pedro. Os estudantes reclamam que as instalações estão prontas há seis meses, mas permanecem desocupadas. A UFJF aguarda a formação de uma comissão, já aprovada pelo Consu, que vai definir o edital com as regras de funcionamento do alojamento.

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11h08 – A assessoria de comunicação da UFJF informou que o reitor Júlio Chebli antecipou para amanhã seu retorno dos EUA, onde participa de um congresso. Ele chegaria somente na quinta-feira. Desta forma, a reunião marcada para sexta-feira (22) está mantida.

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10h09 – Estudantes que ocupam a reitoria da UFJF começaram a liberar a entrada de algumas pessoas no prédio. O reitor em exercício, Marcos Chein, acaba de entrar para dar posse a uma professora. O acesso de pessoas que não são do movimento de ocupação é controlado e deliberado entre os manifestantes. Há alguns funcionários trabalhando, especialmente aqueles locados na pró-reitoria de Apoio Estudantil.

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Estudantes fazem assembleia na manhã desta terça (19), no saguão da reitoria ( Foto: Olavo Prazeres)

09h56 – Após uma reunião de cerca de cinco horas com o reitor em exercício, Marcos Chein, e a pró-reitora de Apoio Estudantil e Educação Inclusiva, Joana de Souza Machado, estudantes da UFJF ocuparam a reitoria da instituição, no final da noite de segunda-feira (18). Os alunos de diversos cursos acamparam no prédio no campus  e não deram prazo para sair do local. Durante o encontro acalorado desta segunda, que começou por volta das 17h e chegou a ser acompanhado em tempo real por mais de 300 pessoas pela internet, a partir de link disponibilizado por estudantes da Faculdade de Comunicação, foram propostas a criação de uma comissão para acompanhamento dos trabalhos do apoio estudantil, a implantação de um orçamento participativo e de um fórum permanente de segurança no campus. No início da manhã desta terça-feira (19), eles realizam uma assembleia no local. Com a ocupação, não foi permitida a entrada de qualquer funcionário da unidade.

[Relaciondas_post] Na página do Facebook que foi criada para apresentar as pautas, discussões, atividades e o calendário da ocupação, os estudantes dizem que “a UFJF já apresenta problemas há algum tempo, e nas últimas semanas algumas questões resultaram na unificação do movimento estudantil em torno dessas pautas, como o atraso no pagamento das bolsas, o edital abusivo do Apoio Estudantil, as arbitrariedades da segurança, falta de estrutura, etc.”

Após reunião com representantes da UFJF, alunos votaram pela ocupação (Foto: Diretório Acadêmico Vladimir Herzog, da Faculdade de Comunicação da UFJF)
Após reunião com representantes da UFJF, alunos votaram pela ocupação (Foto: Diretório Acadêmico Vladimir Herzog, da Faculdade de Comunicação da UFJF)

Após um dia de protestos e logo depois da reunião com representantes da UFJF, os estudantes, em Assembleia Geral, decidiram pela ocupação do prédio. “O reitor não estava presente e a todo o tempo o vice-reitor e os pró-reitores faziam promessas, sem estabelecer reais propostas de resolução aos atuais problemas”, diz a página na rede social. Conforme os alunos, com a reitoria já ocupada, foram formadas comissões e organizada uma nova assembleia para debater e deliberar sobre os rumos do movimento.

Durante a reunião de segunda, o reitor em exercício alegou dificuldades orçamentárias em relação aos repasses do Governo federal, o que ocasionou o descumprimento do pagamento das bolsas de assistência estudantil.

De acordo com nota divulgada na manhã desta terça pela UFJF, uma nova reunião ficou agendada para a próxima sexta-feira (22), com a presença do reitor Júlio Chebli e equipe, com objetivo de aprofundar e concretizar as questões discutidas, com foco prioritário em três temas: apoio estudantil, meio passe estudantil e segurança no Campus. “Até lá, a Administração da UFJF, em especial as Pró-Reitorias de Apoio Estudantil e Educação Inclusiva e de Planejamento e Orçamento, estudarão alternativas para acelerar a conclusão do Edital 2015, sem descuido de outro ponto destacado – necessidade de ampliação do quadro permanente de servidores públicos da Proae – bem como avançará na construção de mecanismos para uma proposta institucional de orçamento participativo.” E conclui: “A Administração Superior, reafirmando seu compromisso com a democracia, garante o direito de manifestação das e dos estudantes que neste momento estão ocupando o prédio da Reitoria.”

 

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